Qua, 15 de Julho de 2026
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Manhã: Domingo das 08hs30 às 11hs00
Tarde: 2ª e Sábado das 14hs30 às 16hs00
Noite: 4ª e 5ª das 20hs30 às 21hs30 
 
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Evangelho

Apostila de Estudos do Evangelho de Lucas




Atualizado em 16/07/2026

CAPÍTULO 7 (Lc 7:1-50) 

Aula 78- Filho do Homem beberrão de vinho 

(Lucas 7:30-35) 

7:30 Os fariseus e os mestres da Lei, não sendo batizados por ele, rejeitaram o propósito de Deus no tocante a eles mesmos. 7:31 Mas a quem assemelharei os homens desta geração? E a quem são semelhantes? 7:32 São semelhantes a criancinhas, sentadas na praça, que clamam umas para as outras, e dizem: “Tocamos flauta para vós e não dançastes, cantamos lamentações e não chorastes”. 7:33 Pois veio João, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem daimon. 7:34 Veio o filho do homem comendo e bebendo, e dizeis: Eis um homem comilão e beberrão de vinho, amigo de publicanos e pecadores. 7:35 Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos.  

 
Logo depois Jesus faz uma crítica aos que reclamam de tudo, aos que acham tudo ruim, aos que veem defeito em tudo. Criticavam João por ser de hábitos severos e criticavam Jesus por não dar atenção às aparências.   

Muitas pessoas consideradas pecadoras, como os publicanos e as prostitutas, seguiram Jesus, e os doutores da lei, que eram os que mais compreendiam as escrituras, desprezavam o seu ensinamento.   

“A quem, pois, compararei os homens desta geração?” - Jesus está se referindo à geração de espíritos, não àquela geração humana da época. As características daquelas pessoas que conviveram com Jesus permanecem até hoje, Jesus não estava se referindo exclusivamente aos homens do seu tempo.   

Jesus tem sob sua responsabilidade os espíritos da Terra, e os mesmos espíritos daquele tempo são os espíritos de hoje. Alguns já se libertaram, mas a geração a que Jesus está se referindo é à geração dos espíritos da Terra que são seus tutelados, as suas ovelhas.  

Depois Jesus diz que “a sabedoria é justificada por todos os seus filhos”, pelos filhos da sabedoria, ou seja, pelos sábios. O que o sábio faz justifica a sua sabedoria, ou seja, é pelo fruto da sabedoria que se conhece o sábio.   

Jesus está afirmando, como em tantas outras vezes, que o que importa são os frutos, que é pelo fruto que se conhece a árvore.  

Evangelho Segundo o Espiritismo 

Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, ou seja, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinamentos, mostra essas virtudes como sendo o caminho da felicidade eterna.  

Bem-aventurados, diz ele, os pobres de espírito, - quer dizer: os humildes, - porque deles é o Reino dos Céus; bem-aventurados os que têm coração puro; bem-aventurados os mansos e pacíficos; bem-aventurados os Misericordiosos. 

Amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que desejaríeis que vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quereis ser perdoados; fazei o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos antes de julgar os outros.  

Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar, e o de que ele mesmo dá o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não cessa de combater. Mas ele fez mais do que recomendar a caridade, pondo-a claramente, em termos explícitos, como a condição absoluta da felicidade futura. 

No quadro que Jesus apresenta, do juízo final, como em muitas outras coisas, temos de separar o que pertence à figura e à alegoria. Há homens como aos quais falava, ainda incapazes de compreender as coisas puramente espirituais, devia apresentar imagens materiais, surpreendentes e capazes de impressionar.  

Para que fossem melhor aceitas, não podia mesmo afastar-se muito das ideias em voga, no tocante à forma, reservando sempre para o futuro a verdadeira interpretação das suas palavras e dos pontos que ainda não podia explicar claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma ideia dominante: a da felicidade que espera o justo e da infelicidade reservada ao mau. 

Nesse julgamento supremo, quais são os considerandos da sentença? Sobre o que baseia a inquirição? Pergunta o juiz se foram atendidas estas ou aquelas formalidades, observadas mais ou menos estas ou aquelas práticas exteriores?  

Não, ele só pergunta por uma coisa: a prática da caridade. E se pronuncia dizendo: “Passai à direita, vós que socorrestes aos vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles.” Indaga pela ortodoxia da fé? 

Faz distinção entre o que crê de uma maneira, e o que crê de outra? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que tem amor ao próximo, sobre o ortodoxo a quem falta caridade.  

Jesus não faz, portanto, da caridade, uma das condições da salvação, mas a condição única. Se outras devessem ser preenchidas, ele as mencionaria. Se ele coloca a caridade na primeira linha entre as virtudes, é porque ela encerra implicitamente todas as outras; a humildade, a mansidão, a benevolência, a justiça etc.; e porque é ela a negação absoluta do orgulho e do egoísmo. 

LIVRO DA ESPERANÇA – EMMANUEL – F.C. XAVIER 

14- CRISTÃOS SEM CRISTO 

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vos aliviarei.” Jesus-Mateus, 11:28.  

“Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem para onde vai e porque está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus, consola pela fé e pela esperança”. – E.S.E. - Cap. VI, 4.  

Reverencia o Divino Mestre, com todas as forças da alma, entretanto, não menosprezes honrá-lo na pessoa dos semelhantes.  

Guarda-lhe as memórias entre flores de carinho, mas estende os braços aos que clamam por ele, entre os espinhos da aflição.  

Esculpe-lhe as reminiscências nas obras-primas da estatutária, sem qualquer intuito de idolatria, satisfazendo aos ideais de perfeição que a beleza te arranca aos sonhos de arte, no entanto, socorre, pensando nele, aos que passam diante de ti, retalhados pelo cinzel oculto do sofrimento.  

Imagina-lhe o semblante aureolado de amor, ao fixá-lo nas telas em que se te corporifiquem os anseios de luz, mas suaviza o infortúnio dos que esperam por ele, nos quadros vivos da angústia humana.  

Proclama-lhe a glória invencível no verbo eloquente, mas deixa que a sinceridade e a brandura te brilhem na boca, serenando, em seu nome, os corações atormentados que duvidam e se perturbam entre as sombras da Terra.  

Grava-lhe os ensinamentos inesquecíveis, movimentando a pena que te configura as luminosas inspirações, no entanto, assinala as diretrizes dele com a energia renovadora dos teus próprios exemplos.  

Dedica-lhe os cânticos de fidelidade e louvor que te nascem da gratidão, mas ouve os apelos dos que jazem detidos nas trevas, suplicando-lhe liberdade e esperança.  

Busca-lhe a presença, no culto da prece, rogando-lhe apoio e consolação, no entanto, oferece-lhe mãos operosas no auxílio aos que varam o escuro labirinto da agonia moral, para os quais essa ou aquela ninharia de tuas facilidades constitui novo estímulo à paciência.  

Através de numerosas reencarnações, temos sido cristãos sem Cristo.  

Conquistadores, não nos pejávamos de implorar-lhe patrocínio aos excessos do furto.  

Latifundiários cruéis, não nos envergonhávamos de solicitar-lhe maior número de escravos que nos atendessem ao despotismo, em clamorosos sistemas de servidão.  

Piratas, dobrávamos insensatamente os joelhos para agradecer-lhe a presa fácil.  

Guerreiros, impetrávamos dele, em absoluta insanidade, nos inspirasse o melhor modo de oprimir.  

Agora que a Doutrina Espírita no-lo revela, por mentor claro e direto da alma, ensinando-nos a responsabilidade de viver, é imperioso saibamos dignificá-lo na própria consciência, acima de demonstrações exteriores, procurando refleti-lo em nós mesmos.  

Entretanto, para que isso aconteça, é preciso, antes de tudo, matricular o raciocínio na escola da caridade, que será sempre a mestra sublime do coração.
 LIVRO EM ESTUDO   Apostila de Estudos Evangelho de Lucas
 LIVRO TEMA:   O SEGUNDO EVANGELHO OU ESPIRITISMO




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