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Evangelho

O Mestre do Amor - Augusto Cury



Atualizado: 14/01/21

 
 
VOLUME 4 
O Mestre do Amor – Augusto Cury 
Cap. 8 – A 3ª. hora: cuidando de um criminoso e vivendo o maior dos sonhos 

327 – O criminoso se volta para o mestre 


 
Imagine a cena. Muitos fariseus versados no Antigo Testamento desafiaram Jesus enquanto ele era flagelado e pregado na cruz. Para eles, o mestre não passava de um impostor, pois não reagia às provocações.  

Enquanto todos zombavam dele, de súbito um criminoso fez um reconhecimento inimaginável. Ao se encontrarem no Calvário, esse criminoso viu Jesus sangrando, com as costas mutiladas e o corpo coberto de hematomas. Sobre a cabeça, uma coroa de espinhos. Jesus parecia fraco e debilitado, um verdadeiro miserável. 

Contudo, o criminoso viu algo além dos hematomas e da fragilidade. Enxergou naquele homem que morria ao seu lado não uma pessoa comum, mas um rei. Um rei com um poder que ultrapassava os limites da compreensão humana. Um rei que possuía um reino invisível, mas real. 

O criminoso implorou a Jesus que se lembrasse dele quando estivesse em seu reino (Lucas 23:40,41,42). Conseguiu ver algo que ninguém via. 

Na cruz, Jesus era digno de pena, mas um criminoso o tratou como um rei. Um rei que venceria a morte, que introduziria seu reino na humanidade. Um rei que era miserável naquele momento, mas que um dia, quando as portas do tempo se encerrassem, mostraria sua força e seu vigor.  

Ao longo da história, muitos homens e mulheres amaram Jesus Cristo porque conseguiram ver o que ninguém via. Viram flores no inverno. Viram os campos verdejantes em um ambiente de pedras e areia. 

Bastou uma palavra do criminoso em direção ao Mestre da Vida para que ele o alcançasse. “Jesus, lembra-te de mim quando vieres com teu reino.” O criminoso não precisou se humilhar e confessar seus erros, apenas reconheceu que aquele que morria ao seu lado era um rei. 

Jesus o acolheu sem pedir nada em troca. Essa foi a atitude que assumiu durante sua trajetória na terra. Sempre que uma pessoa se voltava para ele, ainda que fosse uma prostituta, a acolhia sem constrangê-la. No episódio da samaritana, não quis saber detalhes de sua história, não especulou sobre suas falhas, não a controlou, mas procurou confortá-la e introduzi-la em uma esfera de prazer e liberdade (João 4:1 a 27).  

Amamos controlar as pessoas, mas o Mestre da Vida amava fazê-las livres. Muitos pais querem dar a melhor educação para seus filhos, mas, em vez de ajudá-los a serem livres para pensar e escolher com maturidade seus caminhos, lhes impõem regras rígidas e os punem se não as seguem. Em vez de ajudá-los a crescer, causam revoltas e intrigas e os deixam despreparados para viver na escola da vida. 

Muitos executivos também se empenham para que o mundo gravite em torno deles. Controlam ditatorialmente pessoas e atividades. Mas, por não conhecerem o funcionamento da mente humana, não sabem que a construção de pensamentos é incontrolável. A melhor forma de dirigir uma equipe é ajudando as pessoas a gerenciarem seus pensamentos e treinando-as para pensar antes de reagir. 

Ninguém controla os pensamentos de ninguém. Mesmo aqueles que concentram autoridade nunca terão poder sobre a mente dos outros, ainda que as pessoas abaixem as cabeças. A alma é um território de liberdade. O único carrasco de nossas almas somos nós mesmos. 

Jesus conhecia a mente humana como ninguém. Tinha consciência de que as leis de Moisés e as elevadas regras de conduta não foram suficientes para eliminar injustiças, discriminação, intolerância e múltiplas formas de agressividade no povo de Israel. Como solucionar o que a lei não fora capaz de fazer? Atuando no funcionamento da mente, nas matrizes da memória, no cerne da energia emocional. Foi isso que o mestre fez. 

No mundo inteiro o problema da violência parece incontrolável. Os responsáveis pela segurança pública das sociedades democráticas não sabem o que fazer para solucionar o drama da violência em todos os níveis. Os mecanismos de repressão não resolvem definitivamente o problema; quando muito o amenizam. A educação e transformação interna do ser humano é a chave.  

O Mestre da Vida sabia que se não transformasse as criaturas internamente não haveria solução. Foi o que fez com seus discípulos enquanto andava e convivia com eles. Aproveitava cada uma das suas parábolas e cada circunstância vivida para os conduzir à prática das funções mais importantes da inteligência. Cada uma dessas práticas era um treinamento da escola da vida. 

Sabia que o amor é a maior fonte de motivação, de mudança das matrizes da memória e de transformação interior. O Mestre da Vida era um rei sem trono político, era um rei que tinha aprendido a reinar na alma humana. 

Nós somos perseguidos pelo nosso passado e nos remoemos com sentimentos de culpa. Mas o mestre não gravitava em torno do passado. Para ele, as falhas deveriam ser recordadas apenas para serem reescritas. Por tais atitudes, todos viviam suavemente em sua presença. O passado deixava de ser um peso e se tornava a tela de fundo de uma belíssima obra de arte. 

Quem ama respeita o espetáculo da vida. Quem ama abre as janelas da mente para pensar em muitas possibilidades. O amor torna as pessoas inteligentes e arrojadas. Os cientistas que amaram suas pesquisas fizeram as mais notáveis descobertas.  

Os professores que amaram seus alunos penetraram no território da emoção deles e os marcaram para sempre. Se você trabalhar pensando apenas no pagamento no final do mês, nunca será um excelente funcionário. 

O mestre exalava amor em cada um dos seus gestos, por isso tocou um miserável criminoso que morria ao seu lado. 

 

Estudos dos Evangelhos

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