Qui, 02 de Julho de 2020
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Evangelho

O Mestre da Vida - Augusto Cury



Atualizado: 02/07/20

VOLUME 4

O Mestre do Amor – Augusto Cury
Cap. 5 – Os preparativos para a crucificação
300 – As possíveis reações psicossomáticas

 Não estamos programados para morrer. Embora tenhamos mecanismos que nos conduzam ao envelhecimento, o organismo não aceita o fim da vida, mesmo quando alguém tenta desistir dela. Todas as nossas células possuem uma memória genética que clama pela continuidade da existência.

A memória genética nos faz fugir de tudo que contribui para o fim! Todos temos reações psicossomáticas diante de determinados estímulos agressivos que representam riscos. O corpo humano libera mais insulina e faz desencadear-se uma série de mecanismos metabólicos para que as células alcancem um rendimento energético maior, propiciando condições para lutar ou fugir da situação estressante.

Assim, diante da possibilidade da morte, surge um turbilhão de sintomas psicossomáticos. O cérebro envia mensagens urgentes para o sistema circulatório. O coração deixa sua tranquilidade rítmica, acelera sua velocidade, gera taquicardia e aumenta a pressão sanguínea. O objetivo é bombear mais nutrientes para a musculatura.

Jesus foi deitado no chão sobre o leito da cruz. Independentemente da sua natureza divina, era um homem com um corpo frágil como o de qualquer um de nós. Ao ser posicionado na trave de madeira, apresentou diversos sintomas psicossomáticos.

Horas antes, no Getsêmani, “seu suor tornou-se semelhante a espessas gotas de sangue que caíam por terra” (Lucas 22:44), um sintoma raro que ocorre no ápice do estresse. Ele deve ter tido intensa taquicardia, com grande aumento da pressão sanguínea, provocando ruptura nos pequenos vasos da pele. Eram reações devidas à consciência do martírio que o aguardava. Sabia que teria de suportar uma morte indigna com a maior dignidade.

Agora, na cruz, Jesus insiste em estar plenamente consciente. Sofria muito, mas permanecia inabalável. Os soldados se prepararam para contê-lo, como a todo crucificado, mas não foi preciso. O mestre não ofereceu resistência. Os homens poderiam tirar-lhe tudo, até a roupa, mas não lhe arrancariam a consciência. Queria ser livre para pensar, mesmo enquanto seu corpo morria.

Não devemos exigir um raciocínio lúcido de alguém que está sofrendo. Compreensão e acolhida - não cobrança - deve ser nossa atitude para com os que sofrem. Mas não devemos fugir de nossas perdas nem negar nossas dores.

Se as enfrentamos e refletimos sobre elas, encontramos alívio e mais facilmente as superamos. No entanto, todos temos limites. Não devemos exigir de nós nem dos outros que suportemos uma carga além das nossas possibilidades.

É preciso ter sensibilidade e compaixão para compreender que cada pessoa reage de modo diferente diante do sofrimento. No entanto, é também preciso ter consciência de que a pior reação é reagir sem pensar. Não soluciona o problema e, na maioria das vezes, causa muitos danos. Mas isso acontece com frequência porque, sob o foco da dor, fecha-se o mundo das ideias e abre-se o mundo dos instintos.

Da próxima vez que você vir alguém tendo reações insensatas, em vez de julgar essa pessoa, pergunte-lhe o que está acontecendo. Não economize tempo dialogando com ela. Se dialogar, você a compreenderá; se a compreender, será solidário; se for solidário, será menos crítico.

Você se sentirá mais feliz e os outros terão mais prazer de estar em sua presença. A pessoa tolerante, além de muito mais agradável do que uma pessoa crítica, transforma e educa mais.

Estudos dos Evangelhos

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