Qui, 08 de Abril de 2021
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Evangelho

O Mestre do Amor - Augusto Cury



Atualizado: 08/04/21

 
 
VOLUME 4 
O Mestre do Amor – Augusto Cury 
Cap.10  – Da 4ª. à 6ª. hora: abandonado por Deus 
339 – Clamando a Deus e não ao Pai 

 
Uma das experiências mais dolorosas do ser humano é a solidão. Mesmo um ermitão precisa da natureza e das suas próprias fantasias para superar a solidão. A solidão da cruz foi o momento final da história de Cristo. Mas quem pediu para Deus desampará-lo? O próprio Jesus. Quando disse “Pai, perdoa-os porque eles não sabem o que fazem”, autorizou seu Pai a assumir a condição de Deus e julgá-lo no lugar dos homens. 

Ao desculpar os indesculpáveis, o Mestre do Amor assumiu sua condição de cordeiro de Deus que eliminaria as injustiças humanas através do seu sacrifício. Seu Pai só assumiu a posição de Deus e juiz nos últimos momentos. A análise é impressionante. Jesus Cristo tomou partido da humanidade e por isso perdeu o único recurso que ainda lhe dava algum alívio: a presença de Deus. 

Faltam-me palavras para descrever a dimensão da emoção de Jesus. Não consigo traduzir esse amor. O apóstolo Paulo o considerava inexplicável: “O amor de Deus excede todo entendimento.” 

Como alguém pode amar tanto quem não o ama? Jesus estava morrendo não apenas pelas mulheres que choravam aos pés de sua cruz, mas também pelos carrascos que retiraram suas vestes, o açoitaram e crucificaram. Estava morrendo por homens que zombaram dele, que o trocaram por um assassino, Barrabás, e o consideraram o mais herético dos homens. 

Tenho comentado nesta coleção que seria impossível à mente humana criar um personagem com as características da personalidade de Jesus. As maiores evidências de que ele existiu não são arqueológicas, não são os inumeráveis manuscritos antigos, mas o território da sua emoção, no funcionamento extraordinário da sua mente. 

Deveria estar confuso, delirando, sem condições de raciocínio inteligente. Mas, por incrível que pareça, tinha tanta consciência do cálice que estava tomando que clamou a Deus como um homem, e não como Seu filho. Ofertava na cruz a energia de cada uma de suas células em favor de cada ser humano. 

Enquanto os homens o esbofeteavam, ele se calava. Enquanto o coroavam com espinhos, silenciava. Enquanto o cravavam na cruz, gemia sem alarde. Mas quando se sentiu desamparado por Deus, não esbravejou, mas chorou intensamente, sem lágrimas, pois estava desidratado. A ausência de Deus era uma perda incalculável. 

 

Estudos dos Evangelhos

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 LIVRO TEMA:   O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO