Sáb, 04 de Abril de 2020
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Renuniões Públicas
Tarde 2ª,  4ª,  e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
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Na Escola do Mestre

Pedro de Camargo (Vinicius)




Atualizado: 04/04/2020


Na Escola do Mestre – Pedro de Camargo (Vinicius)
16- Nascer e morrer
 
“Não é realmente espantoso que a ideia da morte, que deveria ser, aliás, a mais perfeita e a mais luminosa das nossas ideias, sendo a mais constante e a mais inevitável de todas, é afinal a mais doentia e a mais atrasada?” - Maeterlinck

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”.
“Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á”.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” (Evangelho)
“Bendita seja a crença que luariza de esperança a noite da saudade”. Ext. A Imortalidade da alma já passou da esfera da fé para a da investigação, afirmando-se como realidade incontestável.

O nascimento é, em geral, esperado e recebido com alegria, ao passo que a morte, com angústias e lágrimas.
No entanto, esses dois acontecimentos, que provocam consequências e emoções tão opostas, estão de tal modo identificados, que um é o complemento do outro.

Que sucede quando a criança nasce? Nada mais do que a encarnação de uma alma. É um fenômeno de humanização visto como é o Espírito colhido e enredado na trama da matéria.

A alma não é produto da concepção, como o corpo. Este traz consigo os traços de sua origem, como também as heranças físicas boas ou más, dos seus genitores.

A alma, porém, sede da inteligência, da vontade e do sentimento, tem a sua gênese na fonte eterna da Vida: Deus. O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito.

Qualidades morais e intelectuais não se herdam, visto que não resultam da carne nem do sangue, mas do grau de adiantamento conquistado pelos Espíritos, mediante experiências e lutas pessoais.

Assim atestam as diferenças que se verificam entre os homens, em geral, como também entre os próprios irmãos, nascidos dos mesmos pais, criados no mesmo ambiente, recebendo idênticas influências e educação.

E quando o homem morre, o que se passa? A alma se desencarna, despindo a pesada libré que havia envergado ao nascer. O nascimento e a morte, portanto, são fenômenos naturais, correlativos e conexos. Ninguém morre sem haver nascido; ninguém nasce sem haver morrido.

O nascimento no plano em que ora vivemos é a morte no astral, do mesmo modo que a morte na esfera humana é o nascimento nas regiões siderais.

A alma que se humaniza é uma luz que se apaga no céu, para acender-se na Terra; da mesma sorte, a que se despoja do invólucro carnal é uma luz que se apaga na Terra, para brilhar no além.

Nascer e morrer importa numa deslocação da psique, de um para outro ambiente. É ainda o fluxo e refluxo da Vida, sob formas organizadas, em seu curso natural de atividade contínua e progressiva.

A existência humana representa um dos estágios que o Espírito faz, cuja duração, sempre delimitada, poderá ser mais longa ou mais breve, de acordo com certas circunstâncias que melhor correspondam às altas finalidades do Destino.
O regozijo com que acolhemos os recém-chegados verifica-se, a seu turno, do outro lado, quando a alma retorna às mansões etéreas, ponto de partida, e também de chegada, após as refregas da jornada terrena.

As lágrimas de cá correspondem às alegrias de lá, pela volta do Espírito que, despindo a indumentária carnal, regressa vitorioso aos seus penates, onde é esperado pelos amigos que o não perderam de vista, procurando orientá-lo ao porto e salvamento.

Do exposto resulta que a morte, no sentido de aniquilamento é a maior ilusão dos sentidos; e a miragem fatal que confunde e desnorteia os viandantes perdidos nos áridos desertos do negativismo materialista.

O nascimento e a morte se sucedem no ritmo eterno da evolução anímica, como os dias e as noites, no ritmo da rotação planetária.

Se o berço fosse o início da Vida, nada mais lógico e natural que o túmulo encerrasse o seu fim. Mas, se o berço representa apenas o começo de uma fase que a Vida reenceta no plano terreno, então o túmulo, realmente, não pode ser considerado como o seu ponto final.

Admitindo a preexistência da alma, somos coerentes e consequentes, proclamando a sua imortalidade e afirmando o seu perene evolver.

EVOLUÇÃO, REENCARNAÇÃO e IMORTALIDADE são atributos inseparáveis, inerentes à mais maravilhosa e positiva de todas as evidências que arrebatam e deslumbram a inteligência humana: a VIDA !
 

Na Escola do Mestre

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