Sáb, 25 de Janeiro de 2020
Rua Delfino Facchina, 61 (Cidade Ademar) - Americanópolis - São Paulo/SP - CEP 04409-080
Renuniões Públicas
Tarde 2ª,  4ª,  e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
Renuniões Públicas
Tarde 2ª,  4ª,  e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 

Na Escola do Mestre

Pedro de Camargo (Vinicius)




Atualizado: 25/01/2020


Na Escola do Mestre – Pedro de Camargo (Vinicius)
7- Igualdade
 
A natureza, em suas manifestações eloquentes e inequívocas, ensina que todos os homens são iguais. Todos os que fazem parte da humanidade estão, de modo geral, sob o imperativo das leis que correspondem ao seu estado atual de evolução.

A necessidade de progredir e melhorar, ressarcindo o passado e aparando as arestas do caráter, explica a razão de ser da encarnação e reencarnação das almas neste orbe, onde ora nos encontramos.

A diferença entre os que aqui habitam é, exclusiva e unicamente, aquela que resulta do grau evolutivo de cada um, considerando todavia, que todos ainda se acham na dependência das aprendizagens relativas a este plano.

A natureza, sujeitando os homens às mesmas necessidades e à contingência iniludível do nascimento e da morte, estabelece e assinala, de forma precisa e categórica, a igualdade humana.

O processo mediante o qual o homem surge no cenário terreno é o mesmo, não só no que respeita à sua espécie, como é, a seu turno, idêntico àquele que vigora em todo o reino animal.

Os fenômenos fisiológicos que precedem e sucedem à encarnação são um só, envolvendo todos os seres desta esfera.

Concepção, período gestatório, nascimento e desenvolvimento, através da nutrição e assimilação. Seguem-se os trâmites naturais que se desenrolam do berço ao túmulo, obedecendo ao critério dessa sentença de Kardec:
Nascer, viver, morrer, renascer ainda, progredindo sempre: tal é a lei.

Nada obstante, verifica-se na sociedade terrena o uso inveterado das seleções e dos privilégios, dividindo-se essa sociedade em classes, grupos e partidos, dentro dos quais surgem indivíduos que, à força de artifícios e paródias, pretendem, em vão, sobrepor-se às conjunturas a que se acham submetidos todos os mortais.

O prurido de supremacia e de exceções, fruto da vaidade, é, podemos dizer, o sentimento predominante em nosso meio. Daí as hierarquias, o títulos, as insígnias, as divisas, os distintivos e até as indumentárias especializadas.

No seio das próprias religiões, cujo objetivo deveria ser unir e congraçar a família humana, apagando as causas de separação, é, infelizmente, onde mais prolifera o vírus da separatividade.

Os dogmas irredutíveis, em que se fundam, constituem verdadeiras pedras de tropeço na obra da confraternização dos Espíritos.

Os prepostos de deuses particularistas distribuem graças e favores aos que se submetem às suas injunções, e anátemas àqueles que querem digerir o pão da alma com a própria razão, como digerem, com o próprio estômago, o pão do corpo.

Certa vez, Jesus surpreendeu os apóstolos discutindo entre si qual deles seria o maior. Tomando, então, o excelso Mestre, ao acaso, uma criança, colocou-a no meio deles, e disse:

Aquele que receber esta criança, em meu nome, a mim me recebe; e quem me recebe não recebe a mim, mas ao Pai que me enviou.

Aquele, pois, dentre vós, que quiser ser grande, faça-se o servo de todos, porque o próprio Filho do homem não veio a este mundo para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos.

Neste passo, Jesus, deitou abaixo toda e qualquer pretensão de exclusividade no que respeita à sua representação no mundo.

Apesar, porém, da clareza meridiana dessa advertência, ministrada mediante exemplificação tão positiva, ainda hoje, 20 séculos decorridos, os príncipes da igreja totalitária se obstinam em declarar-se os únicos e exclusivos representantes do Cristo de Deus!

A Terceira Revelação, proclamando a unidade do destino e a sujeição de todos às leis que regem a marcha evolutiva do Espírito, consoante a justiça do aforismo evangélico - A CADA UM SERÁ DADO SEGUNDO AS SUAS OBRAS - destrói o fermento das vaidades que desnorteiam e transviam os homens do verdadeiro senso da vida.

Ensinando, outrossim, que a origem dos seres é uma só e única, passando todos eles pelas etapas que unem as classes inferiores às superiores, como elos da mesma corrente, lança no coração do homem o germe da humildade, virtude esta, sem a qual ninguém pode compreender nem perceber a lei soberana da IGUALDADE, que faz, não só da humanidade terrena, como de todas as humanidades que habitam as infinitas moradas da casa do Pai, uma só e única família.
 

Na Escola do Mestre

Click no link abaixo, para ver o livro

 LIVRO EM ESTUDO   NA  ESCOLA DO MESTRE