Qui, 06 de Agosto de 2020
Rua Delfino Facchina, 61 (Cidade Ademar) - Americanópolis - São Paulo/SP - CEP 04409-080
Renuniões Públicas
Tarde 2ª,  4ª,  e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
Renuniões Públicas
Tarde 2ª,  4ª,  e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 

Na Escola do Mestre

Pedro de Camargo (Vinicius)




Atualizado: 08/08/2020


Na Escola do Mestre – Pedro de Camargo (Vinicius)
34- A Parábola das Bodas

 Palestra taquigrafada na Federação Espírita do Estado de São Paulo, em 4 de fevereiro de 1945.
 
Meus prezados Amigos e ouvintes. Graças ao Senhor, aqui estamos, reiniciando as nossas palestras domingueiras, (Vinícius foi o introdutor das Tertúlias Evangélicas, no horário dominical de 10:00 horas, que ainda hoje se realizam na Federação Espírita do Estado de São Paulo), as quais, como bem o sabeis, versam sempre sobre a palavra de Nosso Mestre, revivida em espírito e verdade.

Jesus nada escreveu porque, de certo modo, escrever é estratificar, é petrificar a palavra na letra; e a palavra do Senhor é espírito e vida. Peçamos, pois, o auxílio dos mensageiros celestiais, incumbidos de reviver o divino Verbo em sua primitiva pureza, para que esse Verbo seja compreendido e assimilado por nós; roguemos que eles nos assistam e velem por nós fazendo-nos descobrir, através da letra que mata, o espírito que vivifica.

Vamos comentar convosco a parábola das Bodas, notificada por dois evangelistas: Mateus e Lucas, respectivamente, nos capítulos 22 e 14. Ambos relatam a Parábola, cada um conforme os dados que coligiu, ou a impressão que teve no momento em que Jesus a proferiu. A letra tem para nós valor muito relativo.

O que nos interessa é penetrar a moralidade, o ensinamento que essa semelhança encerra. É assim que os evangelistas a descrevem: “Então Jesus tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; e enviou os servos a chamar os convidados para as bodas; mas eles não quiseram vir.

Depois enviou novamente seus emissários, dizendo: Ide e dizei aos convidados que tenho o meu jantar preparado; os bois e os cevados estão mortos, e tudo já disposto para a festa. Porém, eles não fazendo caso, foram, uns para o seu campo, outros para o seu negócio. Muitos ultrajaram e maltrataram os servos, dando mesmo a morte a alguns deles.

E o rei, tendo notícia do que se passara, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, exterminou aqueles homicidas e as suas cidades. Em seguida, falou de novo aos servos: As bodas, em realidade, estão preparadas, mas os convidados não se mostraram dignos.

Ide, agora, às saídas dos caminhos, e convidai para o banquete a todos que encontrardes. E os servos, saindo, ajuntaram os que foram encontrando — coxos, cegos, aleijados e pobres; tanto bons como maus.

E assim ficou cheio o salão nupcial. Então o rei entrou para inspecionar os convivas, vendo entre eles um que não vestia a túnica nupcial. Chegando-se a ele, disse-lhe: Amigo, como entraste aqui sem as vestes nupciais?

E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. (Mateus 22 e Lucas 14).

Esta parábola, como, aliás, todos os ensinamentos do Mestre contidos no Evangelho, só pode ser entendida mediante a assistência dos Espíritos de Luz, incumbidos, como já dissemos, de reviver a santa palavra do Cristo de Deus.

E, particularmente, esta parábola, só será devidamente compreendida em nossos arraiais, isto é, dentro da esfera da Terceira Revelação. Não porque sejamos privilegiados; pois nas Leis Divinas não há privilégios; estes colidem com a Justiça, e a Justiça preside a todas as Leis que regem os nossos destinos.

Se dizemos que esta parábola só pode ser interpretada em nosso setor, é porque os demais credos rejeitam a ação do plano espiritual, encastelando-se dentro dos seus dogmas, impedindo, destarte, que a luz das revelações penetre seus entendimentos e seus corações, impossibilitando os nossos irmãos maiores, que sabem mais do que nós, de cumprirem sua tarefa no sentido de nos impelirem para a frente, na senda da evolução.

Para penetrarmos na moralidade desta singela historieta, devemos começar transportando tudo que nela se encontra, do plano material para o espiritual. Trata-se de uma festa promovida pelo rei para solenizar o himeneu de seu filho.

Ora, é sabido que, simbolicamente, Jesus se apresenta como esposo ou noivo, e a sua igreja (comunhão de crentes) como esposa ou noiva. Os Evangelhos reportam-se a essa figura em vários capítulos.

Pois — meus Amigos — o que está em jogo, são, realmente, os esponsais do Cordeiro de Deus. Tal consórcio se verifica mediante a comunhão da Igreja de Cristo militante na Terra com a sua Igreja triunfante, sediada nas esferas celestiais.

Esse consórcio se dá em virtude e cumprimento da promessa seguinte: Eu vos enviarei o Espírito da Verdade, o Consolador, o Parácleto, para que permaneça convosco e vos revele novos conhecimentos à medida que puderdes comportá-los; e, ainda mais, para que vos lembre e rememore as minhas palavras.

Para que a promessa supracitada se concretize no plano terreno, opera-se a comunhão entre nós, encarnados, e os Espíritos do Senhor que são encarregados de nos trazerem novas revelações, prosseguindo, assim, a obra de nossa redenção, que é obra de educação.

A palavra que os mensageiros divinos nos trazem é viva. Entretanto em comunhão conosco difundem a sua vida em nossa vida, o que importa na fusão da Igreja de Cristo que encontra nas paragens celestiais com a sua Igreja terrena, representada pelos que aqui se encontram em luta com os defeitos e imperfeições ainda não vencidos e domados.

Essa a verdadeira Eucaristia, porque a Eucaristia de Amor. Mediante esse banquete espiritual é que nós recebemos o pão da Vida que nutre o Espírito. São os mensageiros ou servos do Senhor que nos trazem o pão que vem do céu para nutrimento das nossas almas. O Espírito precisa alimentar-se como sucede com o corpo.

Se é certo que o nosso físico definha por falta de alimento adequado à sua natureza, também a nossa alma fraqueja e sucumbe às tentações se não for convenientemente sustentada com o pão celeste.

O rei, promotor do banquete, enviou seus servos, em primeiro lugar, às pessoas gradas, chamando-as para as bodas. Dirão, talvez, mas não há referências a pessoas gradas na semelhança? Notemos, no entanto, que se trata de um festim real, e, nesse caso, o convite deve ser dirigido à elite social.

É natural que seja assim. Ademais, vemos no decorrer dos acontecimentos desenrolados no banquete, que, ulteriormente, o convite passou a perder o cunho primitivo, generalizando-se indistintamente, atingindo a toda classe de indivíduos.

Portanto, no princípio, o convite teve, de fato, caráter selecionado. no entanto, reza a passagem, as pessoas gradas não se mostraram dignas, não se colocaram à altura da distinção de que foram alvo; antes, desdenharam, levando ao ridículo o convite real.

E, ainda fizeram mais: ultrajaram os servos, os perseguiram dando a morte a alguns deles. E, nessa atitude de hostilidade se mantiveram mesmo após a insistência com que o convite foi reiterado. Indignado, então, o rei chama os servos e lhes diz.

Em verdade o banquete está preparado, o que quer dizer que os esponsais vão seguir o seu curso. A festa não pode ser suspensa nem adiada: Ide, pois, e convidai a quanto encontrardes pelas vielas, becos e escaninhos mais ínvios: coxos, cegos, aleijados, bons e maus. E, assim, o salão ficou repleto, pois essa era a vontade do rei.

Ora, o que estamos vendo em tudo isso? Parece-nos bem claro que o banquete é, de fato, a comunhão entre o céu e a Terra. Os fenômenos espíritas constituem o convite. Primeiramente foram chamados a observá-los os mais capazes, isto é, os intelectuais, os portadores de títulos e pergaminhos.

Essas manifestações do além prefiguram o primeiro convite que vem sendo dirigido pela misericórdia do Pai celestial, que deseja dar provas que afetem os sentidos, que emocionem, sobre a sobrevivência do homem; provas que atestem, de modo concreto, a continuidade da vida depois da morte do corpo.

Os casos de cura pelo Astral, são, positivamente muito interessantes e dignos de serem meditados.
Ainda agora, em Pindamonhangaba, fizeram uma apendicetomia em presença de pessoas insuspeitas, lavrando-se ata minuciosa do acontecimento preternatural.

O paciente foi radiografado antes e depois de operado, tendo as chapas revelado o órgão enfermo e sua ablação respectiva. Este caso, que tanta celeuma tem levantado, não é virgem, não é o único. Muitos outros da mesma natureza se verificaram, aqui e acolá.

O Interventor do Maranhão, tendo notícia do que se deu em Pinda, veio, pela imprensa, declarar que ele também havia sido, em tempo, operado pelos Espíritos. E não será isso um apelo dirigido aos médicos, aos que cultivam a ciência e a arte de curar?

Não será um convite dizendo: Vinde observar o que se está dando no terreno da medicina? Não se trata de frioleira, mas de algo importante para o bem da humanidade sofredora.

O nosso Estádio já é pequeno para conter o avultado número de pessoas que ali vão assistir aos jogos de futebol. O caso em apreço, convenhamos, é mais importante, visto como se trata de enfermo operado por um agente espiritual, um cirurgião que habitou este mundo há muitos anos.

Não será caso para atrair a atenção dos esculápios, merecendo meticulosa análise e perquirição? Mas, a grande maioria dos médicos continua negando o fato consumado com o testemunho de seus próprios colegas. Um fato é sempre um fato, ainda mesmo que não possamos explicá-lo em suas minúcias e particularidades.

Por que a classe médica não aceita o convite endereçado? Por que não abre os olhos da razão para que, tendo diante de si um doente, saiba que esse enfermo é um Espírito encarnado, e não somente uma máquina? O corpo é máquina, sim, mas máquina divina, instrumento através do qual a alma realiza sua evolução.

A Autoridade Médica a quem compete zelar pelo bem e pela saúde do povo, sabedora do acontecimento, declarou a priori não dar crédito, de vez que a operação fora realizada no escuro. Tanto mais maravilhosa se torna, a nosso ver, essa intervenção, precisamente por ter sido levada a efeito no escuro.

Como se explica realizar-se uma intervenção cirúrgica às escuras? A escuridão é dos homens, das suas vaidades e das suas presunções. Os Espíritos do Senhor agem em terreno sempre banhado pelas claridades divinas.

Os letrados costumam fechar-se às advertências do céu tornando-se impermeáveis a tal gênero de solicitações, o que justifica plenamente as sábias palavras do Divino Mestre: Pai, graças te dou porque revelas as tuas maravilhas aos simples e pequeninos, e as escondes dos sábios e dos prudentes.

Em verdade, Deus não esconde de quem quer que seja suas revelações. Ele é Pai, e todo pai tem interesse em que seus filhos participem dos bens paternos. São os homens que, na sua soberba, se tornam intangíveis às graças divinas.

Existem obras admiráveis, de arte, de filosofia, prosa e verso chegadas até nós mediante a faculdade mediúnica de Francisco Cândido Xavier; farta messe de literatura, de boa literatura, porque não se trata apenas de pirotecnia da palavra mas de literatura que fala à razão e ao coração da humanidade, enriquecem haja vultosa biblioteca espírita.
Entre essas produções temos “PARNASO DE ALÉM TÚMULO” enfeixando vasta coleção de versos dos maiores poetas brasileiros e portugueses. Não será isso tudo um convite dirigido aos poetas, aos literatos e homens de letras?

Mas, como os médicos, os literatos, a seu turno, salvo raras e honrosas exceções, desdenham e ridicularizam o convite, cobrindo de opróbrio os inofensivos servos que, obedecendo a seu Senhor, lhes vêm trazer a divina mensagem.

Que culpa tem o Chico Xavier de ser ocupado nesse trabalho? De servirem-se dele para proclamar, em voz alta e bom som, esta transcendente verdade: a alma é imortal! Quando o corpo tomba ao sopro da morte, a alma permanece incólume, indestrutível, imortal porque eterna!

O médico continua sendo médico, o poeta sendo poeta, o literato sendo literato! Nada obstante, por ser o hífen entre os dois planos — o terreno e o sideral, Chico Xavier tem suportado humilhações e vilipêndios.

Foi mesmo, há pouco tempo, chamado à barra dos tribunais através de rumoroso processo cujo eco ainda perdura e como ele, foram, em tempo, também perseguidos Ignacio Bittencourt no Rio de Janeiro e Eurípedes Barsanulfo em Sacramento, Estado de Minas. Os servos, portadores do convite, são, pois maltratados como diz a Parábola.

Provado fica, outrossim, que os componentes da elite social, os primeiros a serem convidados, não se mostraram dignos do banquete. Diante, portanto, dessa obstinação e desse pouco caso, o rei resolveu tornar o convite amplo, sem mais restrições, estendendo-o a todas as camadas.

Não são mais os líderes da ciência, da filosofia, das artes e da religião, os únicos contemplados. Mistificadores, homens da má fé, macumbeiros estão em atividade, estão em cena. E o que dizem os homens decentes, que não quiseram comparecer ao banquete?

Eles responsabilizam o Espiritismo pela existência dos charlatães e macumbeiros. Mas, o Espiritismo é tão responsável por isso, como a medicina é responsável pela tuberculose, pela lepra, pelo câncer e outras mazelas que flagelam a humanidade.

A medicina diagnostica aquelas enfermidades, aponta os seus perigos, procura estudar as causas que as determinam. Ora, é exatamente isso que faz o Espiritismo com relação às influências perniciosas, de caráter psíquico, atraídas pelo mau procedimento e leviandade dos homens.

O Espiritismo chama a atenção dos intelectuais para a fenomenologia astral dizendo que tais fenômenos devem ser estudados cuidadosamente a fim de prevenir os distúrbios e as perturbações espirituais. Mas os homens da elite continuam rejeitando o convite, permanecendo encastelados em suas vaidades.

Porém, a despeito disso, o banquete continua seguindo os seus trâmites. O salão está cheio, porque os convivas, como diz a Parábola, foram catados nos becos e vielas, sem atender à classe a que pertencem.
O que é preciso é que o salão fique lotado, e que todos venham a saber que o mundo espiritual influi sobre o material. Desprezada a Eucaristia de Amor, rejeitada a comunhão com os distribuidores do pão do Espírito, temos que nos ver às voltas com os fenômenos suportando seus efeitos, desde a simples atuação até a completa possessão.
É preciso que seja assim. Pelo amor ou pela dor. Menosprezado o convite do amor, surge o convite da dor. A cada um será dado segundo as suas obras. Após a sala repleta, diz a passagem que o rei fez uma vistoria nos convivas, encontrando ali um que não trajava a túnica nupcial.

Então interrogou-o: Amigo, como entraste aqui sem as vestes apropriadas a este ato? A túnica em apreço era indispensável e de rigoroso uso nos esponsais, sendo fornecida pelo próprio rei.

O interpelado, compreendendo a culpa, emudeceu, nada alegando em sua defesa. O rei, prosseguindo, chama os servos e ordena: Atai esse homem de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.

Realmente, é o que estamos vendo na esfera do mediunismo. Quanta gente sem escrúpulos serve-se da mediunidade para explorar; quantos indivíduos sem consciência do que estão fazendo, servem-se das coisas espirituais para fins inconfessáveis?

Todavia, não é para se estranhar, de vez que foram convidados os coxos, aleijados e cegos morais encontrados nos becos mais esconsos. Como, pois, não aparecer alguém despido da túnica nupcial?

Termina a Parábola, dizendo: Muito são os chamados, mas poucos os escolhidos. O convite consta de um simples apelo. Corre, à revelia nossa, como também a organização do banquete.

O que ocorre por conta de cada um de nós é ser escolhido, ou ser recusado; é nos elevarmos às regiões da luz ou sermos lançados nas trevas exteriores onde há lágrimas e imprecações. Este capítulo é bastante significativo.
Há muita gente atada de pés e mãos, isto é, que não sabe para onde vai nem o que está fazendo; há também os que perderam a noção das realidades da vida, e indagam como Pilatos: Que é a verdade?

Tais perturbações e tais confusões recaem sobre os que blasfemam da Eucaristia de Amor, profanando os seus arcanos. Aquilo que o homem semeia isso mesmo colherá. Deus é Amor, mas é também Justiça; e a sua Justiça age concomitantemente com o seu Amor.

Repetimos: O Espiritismo não criou os Espíritos, nem a mediunidade, nem a comunhão entre os dois planos de vida — o terreno e o astral, de vez que tudo isso sempre existiu.

A Terceira Revelação observa, estuda e aponta os fatos que se relacionam com os problemas espirituais; proclama a imortalidade da alma, não como simples teoria, mas como verdade incontestável porque demonstrada.

Sua finalidade primordial não é curar as enfermidades do corpo, mas sim as do Espírito. Portanto, fazemos ponto dirigindo o seguinte apelo aos homens da elite: Senhores médicos: Os Espíritos não pretendem usurparmos o campo da medicina terrena.

Continuai medicando os vossos doentes, estudando a causa da enfermidade, procurando, como é de vosso dever, minorar as dores físicas da humanidade.

No entanto, ousamos afirmar que, nos desempenho do vosso sagrado mister, muito mais e melhor fareis quando evoluirdes da escola materialista para a espiritualista. Os Espíritos do Senhor jamais serão vossos concorrentes. Podeis, antes, contar com o seu auxílio e com a Graça do Senhor desde que vos façais merecedores.

Senhores beletristas: Prossegui em vosso labor intelectual embelezando a palavra, acepilhando as frases, elevando sempre mais alto a magia do verbo. Os Espíritos de Luz não concorrerão convosco fazendo sombra à vossa glória e ao vosso mérito. Antes encontrareis nas regiões luminosas do Além a fonte perene das mais belas inspirações.

Senhores sacerdotes: Permanecei em vossos postos anunciando o reino dos céus; porém, ao fazê-lo, erguei os vossos olhos e elevai as vossas aspirações acima do reino da Terra. Lembrai-vos de que é preciso exemplificar, pois a geração atual já pensa, medita e julga.

Anunciai o Deus de misericórdia que é também de justiça, e não os deuses particularistas que cumulam de bênçãos estes e proscrevem e condenam aqueles. Anunciai o Pai Nosso, isto é, o Pai da humildade, sem restrições nem privilégios odiosos; o Pai que coloca todos os seus filhos em perfeita igualdade de direitos e de deveres.

Os Espíritos não se imiscuirão em vossa seara senão para vos despertar a razão e a consciência no que respeita à imortalidade da alma e à consequente responsabilidade que a acompanhará onde quer que ela esteja.
 

Na Escola do Mestre

Click no link abaixo, para ver o livro

 LIVRO EM ESTUDO   NA  ESCOLA DO MESTRE