Sáb, 20 de Julho de 2019
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Renuniões Públicas
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Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
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Nas Pegadas do Mestre

Pedro de Camargo (Vinicius)




Atualizado: 20/07/2019

Nas Pegadas do Mestre – Pedro de Camargo (Vinicius)
 
123- Atitudes definidas 
“Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”... “Seja o teu falar: sim, sim, não, não”. 
(MATEUS, 12:30; 5:37.) 

Entre a justiça e a iniquidade, o bem e o mal, a verdade e a impostura, não há meio termo, não há neutralidade possível, tal, é a lição que tiramos daquelas palavras do Mestre por excelência.

Infelizmente, poucos são aqueles que compreendem este ensinamento, e menor ainda é o número dos que o põem em prática.

O que se vê, na generalidade dos homens, é a atitude ambígua, indefinida e, por conseguinte, hipócrita.

Sempre que se trata de externar opinião sobre doutrinas e fatos que afetam a sociedade, o homem vacila em dizer o que pensa e o que sente a tal respeito, uma vez que ele diverge da doutrina predominante no seu meio, uma vez que tal fato se prenda a pessoa de destaque, de influência ou prestígio.

É esse o motivo por que o erro e a maldade deitam profundas raízes no ambiente em que vivemos. Ninguém os, combate de viseira erguida, ninguém os alveja com certeiros e profícuos golpes. Faz-se crítica à surdina, em família, atendendo com cuidado ao rifão que diz: As paredes têm ouvidos.

Ou, então, usa-se, o que aliás é comum, condenar com os lábios e apoiar com os atos. O indivíduo profliga, condena, anatematiza, mas, no momento propício de desfechar o golpe, secundando a palavra com a ação, fraqueja, agindo em completo desacordo com as teorias que tão enfaticamente enunciara.

Semelhante modo de proceder acarreta enorme responsabilidade, cujas consequências desastrosas o homem, em sua cegueira espiritual, não mede nem avalia.

Aquele que tolera a iniquidade e a impostura sem protesto peremptório, seguido da respectiva reação, é, por isso mesmo, iníquo e impostor. O homem honesto tem obrigação de reagir contra todos os males que o afetam, a ele próprio e a seus semelhantes.

Para isso não se faz mister, como alguns erroneamente supõem, recorrer a processos violentos: basta que o homem tenha a coragem moral precisa para sustentar, em qualquer emergência, sua reprovação, sua repulsa manifesta pela palavra e principalmente pelo exemplo.

Não é no quartel nem nos pátios de ginástica, onde nos preparamos para exercer a honrosa atitude varonil: é no culto da religião verdadeira e pura; é no amanho da fé inteligente que ilumina; é, enfim, no Evangelho de Jesus Cristo onde encontraremos tudo de que necessitamos para nossa educação moral, para a conquista da liberdade, para a aprendizagem do aperfeiçoamento, disciplinas essas que conjugam o único ideal compatível com as aspirações do homem racional, no bom e rigoroso sentido desse vocábulo.

Não há que tergiversar: ou somos por Jesus, sendo pela Verdade e pela Justiça, sem medir pseudo-prejuízos nem atender a bastardos interesses, ou somos contra Ele, sendo pela iniquidade e pela mentira, na satisfação de nosso egoísmo.

Ou com Jesus, colaborando na sagrada obra da edificação do caráter; ou contra Ele, na ignominiosa tarefa da dissolução dos costumes. Não há neutralidade admissível entre estes dois partidos. 
 

Nas Pegadas Mestre