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O Mestre na Educação

Pedro de Camargo (Vinicius)




Atualizado: 26/09/2020

 
O Mestre na Educação – Pedro de Camargo (Vinicius) 
6- A meta atingida 


 Jesus, o Mestre, nos legou a mais positiva prova de fé no poder da educação. O seu sacrifício a prol da redenção da Humanidade encerra essa prova.  

Se Ele não alimentasse a crença firme e inabalável na conversão do mau, na iluminação interior do ignorante, numa palavra, na redenção humana, por certo não se teria consagrado a essa causa, renunciando-se a si próprio até o extremo do sacrifício cruento no patíbulo da cruz. 

E, notemos bem, sua fé, nesse particular, é integral conforme se depreende deste solene imperativo dirigido aos seus discípulos: “Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito”. 

Como vemos, não se trata de uma modificação parcial ou relativa, porém contínua e progressiva demandando a perfeição suprema. 

Muito tem custado fazer a cristandade compenetrar- -se desta verdade a respeito da missão do Filho de Deus. O dia, porém, que tal evidência se fizer sentir no coração e na mente dos cristãos, a meta, visada há vinte séculos pelo Excelso Mestre, terá sido atingida. 

Eis como um grande pensador compreende e define o que seja a educação: 

“Que mais é a educação senão a arte de transformação ordenada e progressiva da personalidade, arte que, depois de residir na escola em um poder alheio passa ao cuidado próprio e que, plenamente compreendida nesta segunda fase do seu desenvolvimento, se estende desde o retoque de uma linha, desde a modificação de uma ideia, um sentimento e um hábito, até as reformas mais vastas e profundas, até as plenas conversões que, à maneira de Saulo de Tarso, imprimem à vida inteira novo sentido, nova orientação e como que apagam dentro de nós a alma que havia e criam uma outra alma?  

Arte soberana, em que se resume toda a superioridade da nossa natureza, toda a dignidade do nosso destino, tudo que nos eleva sobre a condição da coisa ou do animal; arte que nos converte, não em escravos da Fatalidade, porque isso não é próprio de homens, nem o foi dos deuses, mas sim em rivais dela, depois de alcançar que deixemos de ser seus escravos. 

“As grandes existências em que a vontade subjuga e plasma o material da natureza com obediência a um modelo que resplandece sempre no espírito são reais obras de arte, produtos de uma habilidade superior, à que a substância humana se rende, como a palavra ao metro, a pedra à escultura, a cor à tela.  

Assim em Goethe, a obra da própria vida parece uma estátua em que o tenaz e rítmico esforço da vontade, firme como cinzel com ponta de diamante, esculpe um ideal de perfeição, serena, nobre e harmônica”. 

Haverá, acaso, descrição mais exata e real da obra da redenção humana — personificada no Filho de Deus — do que seja essa acima transcrita como obra de educação? 

Os verdadeiros sacerdotes do Cristianismo de Jesus não são, portanto, os que se dedicam às cerimônias e aos ritualismos do culto externo, mas sim os educadores, cônscios do seu papel, que procuram, pela palavra e pelo exemplo, despertar os poderes internos, as forças espirituais latentes dos seus educandos. 

Tais são, de fato, os continuadores e colaboradores da divina missão do Mestre Nazareno. 

E só assim a meta será atingida. 

O Mestre na Educação

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