Ter, 10 de Janeiro de 2023
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Parábolas de Jesus

Conteúdo dos Evangelhos





 
Atualizado em 10/01/2023
 

10/01/2023 - PORQUE JESUS FALAVA POR PARÁBOLAS

 
Mateus 13.34-35
34 Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão e nada lhes falava sem parábolas,
35 para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo.
Mateus 13.10-15
Seus discípulos, se aproximando, disseram-lhe: por que lhes falais por parábolas? E, lhes respondendo, disse: porque, para vós outros, vos foi dado conhecer os mistérios do reino dos céus; mas, para eles, não foi dado. Eu lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem, e escutando não ouvem nem compreendem. E a profecia de Isaías se cumprirá neles quando disse: vós escutareis com vossos ouvidos e não ouvireis; olhareis com vossos olhos e não vereis. Porque o coração deste povo está entorpecido e seus ouvidos tornaram-se surdos, e eles fecharam seus olhos de medo que seus olhos não vejam, que seus ouvidos não ouçam, que seu coração não compreenda, e que, estando convertidos, eu não os curasse.
 
Parábola – narração alegórica na qual o conjunto dos elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
Parábola do grego “parabole” significa narrativa curta, não raro identificada com o apólogo e a fábula, em razão da moral, explícita ou implícita, que encerra.
Parábola assemelha-se a uma noz que se deve quebrar o casco para ver o que tem dentro. Isto quer dizer que há sempre uma nova abordagem a cada vez que olhamos a mesma parábola. Seria ampliar o conhecimento, ver com outros olhos a mesma realidade.
Vizinha da alegoria, a parábola comunica uma lição ética por vias indiretas ou simbólicas: numa prosa altamente metafórica e hermética, veicula um saber apenas acessível aos iniciados.
A imagem inspira-se nas tarefas cotidianas, nas ocupações mais humilde que valoriza, e nos costumes dos homens, que aponta como exemplos bons ou maus. Mas sempre dinâmica: a semente nasce, a rede lança-se ao mar, o rico banqueteia-se, a “dracma” procura-se, o inimigo vinga-se, as crianças brincam, os imprudentes dormem etc.
A doutrina, cujo tema é quase sempre o reino de Deus, em que enfatiza as contrariedades, o progresso, as atividades do rei, os direitos e deveres dos súditos etc.
Distingue-se das outras duas formas literárias pelo fato de ser protagonizada por seres humanos.
Alegoria (do grego “allegorie” outro discurso) consiste num discurso que faz entender outro, numa linguagem que oculta outra. 
Fábula é uma narrativa curta não raro identificada com o apólogo e a parábola. Protagonizada por animais irracionais, cujo comportamento, preservando as características próprias, deixa transparecer uma alusão, via de regra satírica ou pedagógica, aos seres humanos.
Apólogo é uma narrativa curta não rara identificada com a fábula e a parábola. Contudo, há quem as distinga pelas personagens: o apólogo seria protagonizado por objetos inanimados (plantas, pedras, rios, relógios etc.), ao passo que a fábula conteria de preferência animais irracionais, e a parábola, seres humanos.
Metáfora é a mudança do sentido comum de uma palavra por um outro sentido possível que, a partir de uma comparação subentendida, tal palavra possa sugerir.
 
 AS PARÁBOLAS E A SUA INTERPRETAÇÃO
 
Explicação de Caibar Schutel:
Na acepção geral do termo, parábola é uma narrativa que tem por fim transmitir verdades indispensáveis de serem compreendidas.
As Parábolas dos Evangelhos são alegorias que contêm preceitos de moral.
O emprego contínuo, que durante o seu ministério Jesus fez das parábolas, tinha por fim esclarecer melhor seus ensinos, mediante comparações do que pretendia dizer com o que ocorre na vida comum e com os interesses terrenos.
Sugeria, assim, o Mestre, figuras e quadros das ocorrências cotidianas, para facilitar mais aos seus discípulos, por esse método comparativo, a compreensão das coisas espirituais.
Aos que o ouviam ansiosamente, procurando compreender seus discursos, a parábola tornava-se excelente meio elucidativo dos temas e das dissertações do Grande Pregador.
Mas os que não buscavam na parábola a figura que compara, a alegoria que representa a ideia espiritual, e se prendiam à forma, desprezando o fundo, para estes a Doutrina nem sequer aparecia, mas conservava-se oculta, como a noz dentro da casca.
Daí a resposta de Jesus aos discípulos que lhe inquiriram a razão de Ele falar por parábolas:
“Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é isso dado. Pois ao que tem, dar-se-lhe-á e terá em abundância; mas ao que não tem; até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.”
“Por isso lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem; e ouvindo não ouvem, nem entendem. E neles se está cumprindo a profecia de Isaías, que diz: Certamente ouvireis, e de nenhum modo entendereis. Porque o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos, e eles fecharam os olhos; para não suceder que vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos, entendam no coração e se convertam e eu os cure.”
Pelo trecho se observa claramente que os fariseus e a maioria dos judeus, em ouvindo a exposição da parábola, só viam a figura alegórica que lhes era mostrada, assim como, quem não quebra a noz, só lhe vê a casca.
Ao passo que com seus discípulos não acontecia à mesma coisa; eles viam e ouviam o ensino, o sentido espiritual que permanece para sempre; não se prendiam à figura ou a palavra sonora, que se extingue desvanece.
De modo que os fariseus ouviam, mas não ouviam; enxergavam, mas não viam; porque uma coisa é ver e ouvir com os olhos e ouvidos do corpo, outra coisa é ver e ouvir com os olhos e ouvidos do Espírito.
A condição que Jesus expõe, como sendo indispensável “para nos ser dado e possuirmos em “abundância” é como diz o texto, de “nós termos” — Mas “termos” o quê? Certamente algum princípio doutrinário unido à boa vontade para recebermos a Verdade — “Aquele que tem ser-lhe-á dado e terá em abundância.”
E o obstáculo à recepção da sua Doutrina é o indivíduo “não ter” — não ter a mais ligeira iniciação espiritual e não ter boa vontade para receber a Nova da Salvação.
De modo que a Parábola Evangélica é uma instrução alegórica, exposta sempre com um fim moral, como um meio fácil de fazer compreender uma lição espiritual, pelo menos, a opinião do evangelista Mateus quando diz:
“Todas estas coisas falou Jesus ao povo em parábolas, e nada lhes falava sem parábolas; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em Parábolas a minha boca, e publicarei coisas escondidas desde a criação.” (Mateus 13.34-35).
Finalmente, as Parábolas têm pouca importância para os que as tomam como foram escritas; demais, o sentido nunca deve ser desnaturado ou transviado, sob pena de prejudicar a Ideia Cristã.
Por exemplo, ao que vê na parábola do “tesouro escondido” um meio de enriquecer materialmente, ou na parábola do “administrador infiel” uma lição de infidelidade, lhe será preferível fechar os Evangelhos e continuar a tratar de seus negócios materiais.
A inteligência dos Evangelhos explica perfeitamente a interpretação espiritual que Jesus dá aos seus ensinos. Se os Evangelhos fossem um amontoado de alegorias sem significação espiritual, nenhum valor teriam.
 

Parábolas de Jesus

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