Sáb, 17 de Agosto de 2019
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Renuniões Públicas
Tarde 2ª,  4ª,  e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
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Sabedoria do Evangelho

Carlos Torres Pastorino




Atualizado: 17/08/2019


VOLUME 3
166 - INSTRUÇÕES AOS EMISSÁRIOS – PARTE III-1
 
Mat. 10:24-33
24. "Não é o discípulo mais que seu mestre, nem o servo mais que seu senhor: 25. basta ao discípulo ser como o seu mestre e ao servo como o seu senhor. Se chamaram Beelzebul ao dono da casa, quanto mais (o farão) aos seus domésticos! 26. Portanto, não os temais: pois nada há de encoberto que não venha a descobrir-se, nem de oculto que não venha a saber-se. 27. O que vos digo às escuras, dizei-o na luz; e o que ouvis aos ouvidos, proclamai-o nos telhados. 28. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei, antes, o que pode fazer perder tanto a alma como o corpo no vale das lamentações. 29. Não se vendem dois passarinhos por um centavo? e nenhum deles cairá no chão sem vosso Pai. 30. E até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados: 31. Não temais, pois: mais valeis vós que muitos passarinhos. 32. Portanto todo aquele que me aceitar diante dos homens, eu também o aceitarei diante de meu Pai que está nos céus; 33. mas aquele que me rejeitar diante dos homens, eu também o rejeitarei diante de meu Pai que está nos céus.
 
Luc. 6:40
40. O discípulo não é mais que seu mestre, mas todo aquele que é diplomado é como seu mestre.
 
Nesta terceira parte, que intitulamos "encorajamentos", encontramos, em forma sentenciosa, três recomendações de coragem, iniciadas com as palavras “não temais". A fórmula inicial salienta que um discípulo não deve pretender tratamento superior ao que teve seu mestre, nem o servo ser mais bem tratado que seu senhor.
 A verdade é evidente.

Muito felizes deverão julgar-se discípulos e servos, se conseguirem tratamento semelhante ao do mestre e ao do senhor. Lucas apresenta uma particularidade: o discípulo não é mais que seu mestre, mas todo discípulo diplomado (katêrtisménos, particípio passado passivo de katartízô, isto é, que foi aparelhado, preparado, formado, ou seja, diplomado), é como (é igual) a seu mestre.

Depois vem o exemplo: chamaram o Mestre de Beelzebul. Essa palavra desorientou os exegetas durante séculos. Nessa forma aparece nos manuscritos, e significa literalmente "senhor do fumeiro"; não deve ser confundido com Beelzebub, “senhor das moscas", a quem Ozonias (2.º Reis 1:6) mandava consultar em suas dificuldades.

Na época de Jesus, Beelzebul tinha o sentido genérico de “ídolo", isto é, de culto a uma divindade falsa; então, Beelzebul era o falso profeta, o falso sacerdote.

Se assim chamaram o "dono da casa", quanto mais o farão a seus familiares! ... Até hoje vemos esse epíteto aplicado, mesmo dos púlpitos, aos que seguem os lídimos preceitos de Jesus.

E o próprio ato de sermos assim denominados, constitui para nós a maior glória, pois vem provar à saciedade que, segundo a predição de Jesus, nós realmente somos seus seguidores, seus discípulos, pois recebemos o mesmo epíteto que Ele.
 

Sabedoria do Evangelho

  LIVRO EM ESTUDO  SABEDORIA DO EVANGELHO (VOL. 3) - PASTORINO