Sáb, 10 de Novembro de 2018
Rua Delfino Facchina, 61 (Cidade Ademar) - Americanópolis - São Paulo/SP - CEP 04409-080
Renuniões Públicas
Tarde 2ª, 3ª, 4ª, 6ª e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
Renuniões Públicas
Tarde 2ª, 3ª, 4ª, 6ª e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 

Sabedoria do Evangelho

Carlos Torres Pastorino



Atualizado: 10/11/2018


VOLUME 3
128) RAZÃO DAS PARÁBOLAS
 
Mat.13:34-35
34. Todas estas coisas, falou Jesus ao povo em parábolas, e nada lhes falava senão em parábolas, 35. para que se cumprisse o que foi dito através do profeta: "abrirei em parábolas a minha boca, e divulgarei coisas ocultas desde a criação".
 
Marc. 4:33-34
33. E com muitas parábolas semelhantes dirigia-lhes a Palavra, conforme podiam compreendê-la; 34. e não lhes falava senão em parábolas; mas em particular explicava tudo a seus discípulos.
 
Foi nessa ocasião da "'fala do Lago" de Genesaré, que Jesus iniciou seu ensino por meio de parábolas. O evangelista explica a razão delas, num pequeno verso de ritmo binário, em que se afirma e se nega: tudo em parábolas, nada senão em parábolas. Ou seja, a predição mediúnica através do profeta, no Salmo 79 (vers. 2). O Salmo é citado no Velho Testamento como de autoria de Asaph, qualificado como profeta por 2.º Crôn. 28:30. Marcos é mais explícito, afirmando que Jesus falava de acordo com a capacidade dos ouvintes, só explicando o sentido real a seus discípulos.

As anotações de Mateus e Marcos fazem uma revelação que já alguns comentadores perceberam. Pirot ("La Sainte Bible", tomo IX, pág. 451) escreve: "É preciso salientar a finalidade pedagógica das parábolas. Jesus a elas recorre diante do povo para dar seu ensinamento, tón lógon, isto é, a doutrina concernente ao reino de Deus, e fê-lo por bondade, para colocar seu ensino ao alcance dos ouvintes, como o fez para seus apóstolos (Jo. 16:12) e como fará a seu exemplo, Paulo aos coríntios (1 Cor. 3:2)".

Com efeito, tendo verificado que seu ensino, dado clara e abertamente no Sermão do Monte, não tinha atingido senão uma minoria (a parábola do semeador é uma justificativa disso, quando afirma que três quartas partes de Suas palavras caíram em terreno ruim e não produziram fruto), Jesus resolve modificar Sua didática.

O assunto a explicar, a doutrina do Lagos (ou Cristo Cósmico) e a necessidade do mergulho e da unificação com o Cristo interno, eram demais elevadas para as massas. A não-compreensão espantava os ouvintes e os afastava. Eles não tinham capacidade de penetrar os segredos "do reino", por se acharem em degrau evolutivo muito baixo.

Já falando em parábolas, o ensino era dado da mesma maneira, mas facilitava a percepção, como veremos adiante. Aos discípulos, que tinham maior capacidade evolutiva de compreensão, era tudo explicado, embora, por vezes, não entendessem bem, e Jesus se queixa disso com certa decepção (Marc. 4:13).
 

Carlos Torres Pastorino

carlos juliano torres pastorino - Cópia.jpg
Diplomado em Filosofia e Teologia pelo Colégio Internacional S. A. M. Zacarias, em Roma.
Professor Catedrático no Colégio Militar do Rio de Janeiro e Docente no Colégio Pedro II do Rio de Janeiro.

Sabedoria do Evangelho