Sáb, 14 de Setembro de 2019
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Renuniões Públicas
Tarde 2ª,  4ª,  e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
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Sabedoria do Evangelho

Carlos Torres Pastorino




Atualizado: 14/09/2019


VOLUME 3
170 - INSTRUÇÕES AOS EMISSÁRIOS – PARTE III-5
 
Acha-se assim elucidada a frase: "se o mestre e senhor (Espírito, Cristo Interno) é chamado Beelzebul (senhor do fumeiro, isto é, chefe das trevas, da ignorância), muito mais o serão os seus familiares" (ou domésticos), que são seus veículos, e em primeiro lugar seu intelecto que governa toda a sua personalidade.

Quer isto dizer que a perseguição movida pelo mundo material ao Espírito, sê-lo-á também aos veículos daqueles que servem ao Espírito, como seus discípulos e servos. No entanto, toda essa perseguição movida pela matéria (diabo, satanás) ao Espírito, no planeta em que vivemos, será temporária: "nada há encoberto que se não descubra".

Se nas condições atuais o Espírito está oculto sob a matéria, ele virá a descobrir-se, manifestando-se radiantemente ao próprio mundo. E a massa humana irá aos poucos encontrando-o dentro de si mesma. Para isso, requer-se tempo, não contado em dias e meses, mas computado em séculos e milênios.

"Tudo o que está oculto, virá a saber-se", e por isso a única parte real da vida (o Cristo) será conhecido de todos. Caberá, pois, aos discípulos e continuadores da obra de Jesus (da individualidade) ensinar s massas o Segredo do Reino, falando claramente o que Ele revelou sob o véu da simbologia mística, explicando Seus ensinamentos, em época futura mais preparada para recebê-Lo.

Melhor dito: o que cada criatura evoluída ouviu em segredo, silenciosamente, ensinado por seu Cristo Interno residente em seu coração, ela deverá proclamá-lo a todos os ventos, na hora oportuna.

Recordemos: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podeis suportá-lo agora; quando vier, porém, o Espírito verdadeiro, ele vos guiará a toda verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará coisas futuras" (João, 16:12-13).

Então, nada de mistérios nem de "segredos ocultos" só para iniciados: devemos divulgar "por cima dos telhados" tudo o que formos aprendendo. Chega a seguir, a advertência de coragem: nada do que ocorre à personalidade, de bem ou de mal, atinge a individualidade, o Eu profundo. Se algum mal é feito à personalidade de Fulano, só a personalidade de Fulano sofrerá com isso, pois o Eu profundo é inatingível.

Mas aqueles que podem obrigar o "Espírito" a reencarnar no "vale das lamentações" (a Terra), esses devem ser temidos. Fugir dos que chegam a nós, obrigando-nos a com eles criar carmas dolorosas para o futuro. E finalmente a certeza da vitória: os passarinhos, os cabelos, tudo está no Pai, e jamais coisa alguma poderá ocorrer sem o Pai, que reside dentro de nós, que constitui nosso Eu mais profundo.

Por que temer? O Pai está conosco, em redor de nós, dentro de cada um de nós, e nós estamos mergulhados no Pai como peixes no oceano: nada nos acontecerá sem o Pai. Então, "não temais"! Todavia, há importante pormenor a considerar. Toda criatura que "diante dos homens, publicamente, aceitar seu Espírito, seu Cristo Interno, será aceita e recebida em união com Ele, "diante do Pai que est nos Céus, isto é, que habita dentro de nós, e, portanto, será feita a união mística.

Mas quem, "diante dos homens" rejeitar sua própria individualidade, preferindo viver a vida ilusória da personalidade, será rejeitado "diante do Pai" e não poderá realizar a unificação mística. Está, pois, neste passo, bem esclarecida a questão da graça e do livre-arbítrio, tão discutida h milênios, e já resolvida em duas frases lapidares pelo Mestre Incomparável.

Se o movimento partir do livre-arbítrio do homem (aceitar o Cristo Interno), o Cristo Interno aceitará a criatura (graça) diante do Pai (com a união mística). Mas essa graça não poderá descer até o homem que a rejeitar livre e espontaneamente. Portanto, a rejeição é provocada pela personalidade, que em primeiro lugar rejeita o Cristo Interno, mergulhada e gozosa que está com a matéria em que se rebolca. 

A velha exemplificação do copo: se o colocarmos debaixo de uma bica aberta, mas emborcado de boca para baixo, ele não poderá ficar cheio; mas se o colocarmos de boca para cima, ele se encherá das bênçãos da água que dessedenta.
 
 

Sabedoria do Evangelho

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