Sáb, 16 de Fevereiro de 2019
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Sabedoria do Evangelho

Carlos Torres Pastorino



Atualizado: 16/02/2019


VOLUME 3
140) O OBSIDIADO DE GERASA – P4
 
Pergunta-se a razão de ser de tantos porcos, animal considerado "impuro" e proibido entre os israelitas. Entretanto, estamos em território não-judeu, onde o comércio de carne suína devia ser bastante rendoso. Também se pergunte se a permissão dada por Jesus, com o consequente afogamento dos porcos, não constituiu uma "perversidade" contra os pobres animais, que nada tinham que ver com o caso.

Em primeiro lugar, como podemos ignorantes ainda, querer julgar atos que fogem à nossa alçada? Além disso, um bem maior pode justificar, por vezes, um mal menor, sobretudo se é obtido um bem espiritual através de uma perda material.

A maioria dos homens acha normal e natural que se mate e coma um porco apenas para satisfação do paladar, mas se insurge contra a morte do animal para libertar um obsidiado ... Além do mais, consideremos que apenas ocorreu aos porcos uma destruição do corpo físico, fenômeno que teria fatalmente que ocorrer mais dia menos dia, e nada mais, pois seus princípios vitais (nephesh) voltariam a reencarnar logo de imediato.

Supõem, ainda, alguns comentaristas que se teria tratado de uma "lição" aos proprietários, já que, sendo um comércio ilícito o da carne de porco, não era sequer lícito criá-los com esse intuito. Realmente assim seria se se tratasse de criadores israelitas, mas não podemos saber se era essa a realidade. O fato é que os evangelistas não se preocuparam em justificar o modo de agir de Jesus.

Pergunta-se por que os porcos "se suicidaram", ou por que a falange se precipitou no lago. De fato, não ocorreu nem uma coisa nem outra: simplesmente os porcos, ao se sentirem atacados de inopino (e os animais possuem percepção do astral inferior, que é o plano deles) entraram em pânico e correram para fugir. Evidentemente, o caminho mais fácil é a descida, e não a subida.

O próprio impulso da fuga levou-os a descer automaticamente, às carreiras. Também os obsessores não deviam ter imaginado esse fim, decepcionante sobretudo para eles. A observação que se nos apresenta de imediato é que Jesus não se preocupou em "doutrinar" essa falange (como aliás nenhum dos outros obsessores que foram por Ele afastados), quer porque entidades do plano astral se encarregavam disso, quer porque eram eles tão involuídos ainda, que não adiantava doutrinação, mas apenas se devia aguardar um pouco mais de evolução para que pudessem compreender a necessidade de corrigir-se.
 

Carlos Torres Pastorino

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Diplomado em Filosofia e Teologia pelo Colégio Internacional S. A. M. Zacarias, em Roma.
Professor Catedrático no Colégio Militar do Rio de Janeiro e Docente no Colégio Pedro II do Rio de Janeiro.

Sabedoria do Evangelho