Sáb, 20 de Abril de 2019
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Sabedoria do Evangelho

Carlos Torres Pastorino



Atualizado: 20/04/2019


VOLUME 3
149 - A FILHA DE JAIRO – P2
 
Era hábito antigo entre os israelitas contratar tocadores de flauta (hebr.: halilim, grego; aulêta) e carpideiras (hebr.; meqneneth), para velar o morto e acompanhar os funerais; por mais pobre que fosse a família, esses elementos não faltavam. E quanto mais podia despender, mais "barulho" era necessário, para exprimir uma "dor maior".

Um chefe de sinagoga que perdia sua "filha única" de doze anos, devia haver contratado bom número deles. Daí os evangelistas falarem em "multidão em alvoroço". Marcos e Lucas anotam que alguém veio avisar ao pai que a menina falecera: inútil incomodar mais o Mestre: diante da morte, quem teria poder?

Mas Jesus reanima a esperança do pai e escolhe os três discípulos mais íntimos (Pedro, Tiago e João) para entrar com ele na casa, deixando de fora todos os que O acompanhavam. Ao entrar, manda que se retirem todos os que estavam no quarto da menina, permitindo a permanência apenas dos pais e dos três discípulos. Parece querer esconder seu trabalho ...

Ao passar pela multidão de choradores, avisa que parem com o barulho, pois a menina não morreu, mas apenas "estava dormindo" (grego: katheúdei, composto de eud, dormir e da preposição katá, que exprime movimento de cima para baixo; daí, o sentido preciso do verbo usado ser: está deitada para dormir, ficar inerte).

Uma afirmação dessas parecia zombaria, e o povo começa logo a rir e caçoar Dele. Apesar da demora dos preparativos, Jesus espera que todos saiam, o que deve ter levado algum tempo.

A sós, no quarto, com os pais e os três discípulos, com toda a simplicidade, Jesus segura a mão da menina, usando termos próprios exatamente para despertar quem dorme: "menina, levanta-te"!

A alegria dos pais foi grande, cuidando de regozijar-se. Mas o Mestre chama-lhes a atenção para a alimentação, pois devia a menina estar fraca de fome, em vista do tempo em que ficara em jejum pela doença.

Finalmente a recomendação comum, de que não se divulgue o ocorrido, o que podia trazer prejuízo à missão espiritual de Jesus, com centenas de pedidos de todos os que tivessem mortos na família, e que desejariam que Ele os ressuscitasse, mesmo quando o "carma" não admitisse tal gesto; e isso viria trazer o descrédito e a má-vontade para com Sua tarefa, fazendo inimigos gratuitos.
 

Sabedoria do Evangelho