Qui, 22 de Outubro de 2020
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Renuniões Públicas
Tarde 2ª,  4ª,  e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
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Evangelho

O Mestre do Amor - Augusto Cury



Atualizado: 22/10/20


VOLUME 4 - O Mestre do Amor – Augusto Cury 
Cap. 6 – A 1ª. hora: cuidando de seu Pai e perdoando homens indesculpáveis  
317 – Quarta: as limitações do Todo-Poderoso - a loucura do amor 


Deus é onipresente. O tempo para ele não existe. Está em todo tempo e em todo lugar. E o alfa e o ômega, está nas duas pontas do tempo, no começo e no fim (Apocalipse 22:13). Nossa frágil mente não consegue imaginar sua grandeza. Embora o tempo não exista para Ele, quando seu filho morreu o tempo parou pela primeira vez. 

Deus também é onisciente. Tem consciência instantânea de milhões de eventos e fenômenos. Somos intelectualmente limitados, construímos um pensamento de cada vez e nos concentramos num evento por vez. Mas o Deus descrito nas Escrituras é ilimitado. Contudo, ao ver seu filho morrendo, ele provavelmente se esqueceu do universo e concentrou toda a sua energia nos sofrimentos de Cristo. 

Deus também é onipotente. Sua natureza é eterna e incriada. Seu poder não tem limites. Faz tudo o que quer, de acordo com sua vontade. Todavia, embora seu poder não tenha limites, experimentou uma limitação jamais vivida. Tinha todo o poder para salvar seu filho, mas não o fez. Por quê? 

O filho se dispôs a morrer pela humanidade. Na cruz, ele redimiu a humanidade, para que os seres humanos tivessem acesso à vida eterna. Por que Pai e filho não arquitetaram um plano que exigisse menos sacrifício dos dois? Por que sofreram até o limite do inimaginável? Não há explicação científica para isso. O amor é ilógico. 

Se alguém que você ama estiver sofrendo, talvez você cometa loucuras de amor para salvá-lo. Quando analisar a dor de Maria e a preocupação de Jesus com ela, contarei uma experiência na qual uma de minhas filhas correu risco de morte. Assisti à cena e vivi o ápice do desespero. Pude entender um pouco a dimensão incompreensível do mundo do amor. 

O amor é o único sentimento que nos leva a esquecer de nós mesmos e nos doar sem medida. A psicologia ainda engatinha na compreensão do território da emoção, um território que nos difere dos computadores e de qualquer máquina que possamos inventar. A matemática da emoção faz de nós uma espécie única. 

Deus tem lágrimas? Não sabemos. Mas certamente chorou muito. O tempo parou e o universo ficou pequeno. Foi a primeira vez na história em que um Pai, apesar de todo o seu poder, viu um filho morrendo e não pôde fazer nada por ele. 

Quem estava sofrendo mais: o filho ou o Pai? Pense nisso! É difícil responder. Não há pior sofrimento para um Pai do que ver seu filho morrer, sobretudo de forma tão sofrida. E não há dor pior do que morrer numa cruz, principalmente mantendo a lucidez e expressando ternura. Pai e filho se contorciam de amor e dor. 

Nunca a espécie humana foi amada coletivamente de maneira tão intensa. Se homens e mulheres se amassem desse modo, as lágrimas de dor cessariam e as da solidariedade irrigariam os solos do mundo. 

Poderia haver muitos outros caminhos para o Autor da vida e seu filho resgatarem a humanidade? Tenho limitações para dizer, mas é possível afirmar que, para justificar a humanidade, eles escolheram a mais sublime forma de amor. 

Nunca um ser humano foi tão especial, apesar de suas falhas e fracassos. 

Estudos dos Evangelhos

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