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Mediunidade

Diversidade dos Carismas - Hermínio C. Miranda

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Atualizado: 14/11/19

269 - CAPÍTULO XX
ATIVIDADES PARALELAS E COMPLEMENTARES
6. CASO Nº 5 – PARTE 1

Um casal jovem, belo, sadio, dispondo de todos os ingredientes necessários à felicidade terrena, teve uma criança normal sob todos os aspectos, exceto quanto ao cérebro. Como houve uma complicação inesperada no parto, a criança ficou, por alguns minutos, sem o atendimento de emergência necessário a manter a irrigação normal do cérebro, pois não respirava.

Ingressou na vida sem o controle do corpo físico e, principalmente, dos sentidos indispensáveis ao intercâmbio com a realidade material deste mundo. Ficou isolado no seu íntimo, sem os canais de comunicação com a vida exterior. Não vê, não ouve e, consequentemente, não deverá aprender a falar, a não ser por algum prodígio de tecnologia da engenharia médica do futuro.

A tomografia computadorizada do cérebro revela exígua quantidade de massa encefálica.
É uma situação realmente dolorosa. Pai e mãe, jovens e bonitos, fortes, se questionam: por quê? Os avós sofrem de invencíveis mágoas: por quê?

Por que teria a 'fatalidade' ou o 'destino' decidido dessa maneira cruel aspectos tão importantes para cada uma das pessoas envolvidas?

O avô, médico competente, do melhor gabarito profissional e humano, lamenta não ter podido interferir no dramático momento da crise. Teria talvez conseguido salvar o cérebro do neto. Isso o deixou literalmente arrasado.
A pedido de um dos familiares, consultamos nossos amigos espirituais:

“Esta entidade” - escreveu o espírito - “está em processo de ressarcimento de graves problemas cármicos, mas está bem e consciente de seus problemas e limitações. A lei divina é igual para todos; os que crêem e os que não crêem.
Que os pais não se revoltem nem se sintam culpados. Cada espírito é herdeiro de si mesmo. É claro que familiares da entidade não estão sendo vítimas da fatalidade, que não existe, senão na palavra. Pais e familiares estão todos no mesmo processo.

Recolhem, hoje, como filho, alguém que ontem levaram ao suicídio, causando as lesões perispirituais que agora se plasmaram no corpo físico. Não rejeitem a provação. Amem e ajudem a entidade quanto puderem. Conversem com ela.

Falem-lhe, sempre, de quanto a amam. Ela ouve e compreenderá, embora tenha os canais de comunicação do corpo físico lesados. A entidade não quer se sentir como um entrave ou elemento de constrangimento para a família.
Visitada por nós, fez um apelo: 'Peçam-lhes que me ajudem.

Eu me sinto muito só! Portanto, que todos tenham a alegria de submeter-se à vontade de Deus. Vários amigos espirituais, avalistas da atual encarnação da entidade, estão dando o necessário apoio. E os pais estão conscientes porque foram para isto consultados e aceitaram a tarefa.

“Agradeçamos todos à sabedoria e misericórdia divinas que mantêm sempre abertas as portas do recomeço e da reabilitação. Que a oportunidade seja utilizada pelos pais para que estudem, meditem e busquem um pouco além das limitações dos cânones religiosos. Cada espírito sabe onde está a verdade. Basta procurar, que a encontrará. O atual avô tudo fez, no passado para tentar salvar a vida da entidade, sem o conseguir.

Muito sofreu, porque muito a amava (foi seu único filho). Por isso carrega até hoje a frustração, sentindo-se culpado. A entidade e a que hoje lhe é avô foram muito ligado, no passado, pelos laços do amor.”
Além dos aspectos conhecidos do doloroso drama, lê-se, mais nas entrelinhas, como se pode observar.

Realmente, é essa a situação. O avô, inconformado porque, sendo médico, não conseguiu (mais uma vez) salvar o antigo filho, que ora retorna, como neto. O pai, um pouco mais otimista e conformado, enfrenta com bravura a situação e oferece espontâneo carinho ao filho.

A mãe sente-se duramente atingida, o que é compreensível, pois foi na intimidade de seu organismo que se formou, com todo o seu amor, o pequeno ente que nasce tão bloqueado.

A tendência da família é a de atribuir o problema a um descuido imperdoável do médico que fez o parto, mas a visão que temos, através dos espíritos, sugere coisa diferente.

Ainda que possível influência tenha acarretado a falta de atendimento imediato - a criança custou a ser reanimada -, a verdade é que o cérebro já foi gerado com gravíssimas deficiências morfológicas e a criança não teria condições de fazê-lo funcionar a contento, mesmo sem o lamentável acidente.

Ao colher a orientação, por psicografia, o médium 'viu' a cena trágica: ele se suicidara, na existência anterior, despencando-se de um rochedo elevado, ficando com a cabeça completamente esfacelada. O antigo pai e atual avô fez tudo o que estava ao seu alcance para salvá-lo, sem nenhum êxito. A causa do gesto fatal?

O jovem suicida, muito belo, rico e simpático, fazia parte de um triângulo amoroso; num dos vértices estava ele, no outro, o pai atual, e no terceiro, a que ora o recebe como mãe. Apesar de já haver assumido o compromisso do noivado, ela voltou atrás, rejeitando-o e preferindo o outro.

Em todo o processo de reajuste, uma grande dificuldade a vencer: a da resistência, que diríamos ideológica. Alguns dos componentes do grupo familiar são refratários a conceitos básicos como sobrevivência, reencarnação, imortalidade, leis divinas em ação.

Outros estão condicionados a matrizes dogmáticas de pensamento religioso: a vida é uma só; a morte, uma incógnita; Deus, às vezes, parece injusto; o inocente sofre sem razão, e coisas dessa ordem. Para aceitarem a situação tal como se apresenta, em toda a sua dolorosa dramaticidade, mas como recurso da lei para reajustar todos, precisariam de uma reforma radical nos seus conceitos pessoais de justiça divina.

Como convencê-los de que há um envolvimento, senão culposo, pelo menos responsável, de todos, na tragédia que suscitou a dor atual? De que maneira assegurar-lhes de que essa dor é precisamente a correção necessária de rumos, para que o futuro seja de paz e harmonia?

Como explicar que as lesões perispirituais se transferem para o corpo físico? Como pedir aceitação aos que não têm fé? Ou que a têm deformada por dogmas?

Aspecto importante, no caso, é ainda o de que, embora preso a um corpo físico através do qual dificilmente poderá manifestar-se, a criança está lúcida, como espírito, o que demonstra razoável grau de maturidade, a despeito do gesto fatal com o qual expulsou-se do corpo físico, na existência anterior.

Aos espíritos amigos que o visitaram, revela uma dor imprevista - a da solidão, e, para minorá-la, pede uma quota dinâmica de amor e compreensão que talvez não lhe fosse comunicada verbalmente por julgarem-no incapaz de percebê-la.

Não por desamor ou por avareza emocional e sentimental, mas porque não são muitos os que, ao contemplar um ser que parece apenas ter vida vegetativa, sabem que ali está um espírito vivo, uma criatura humana sofrida, aprisionada, limitada, mas um filho de Deus, como qualquer um de nós e que, um dia, terá direito à plenitude da vida e da felicidade.
 

Livro dos Médiuns

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