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Mediunidade

Diversidade dos Carismas - Hermínio C. Miranda

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Atualizado: 19/09/19

261 - CAPÍTULO XIX
O MÉDIUM EM AÇÃO
5. O TRATO COM OS ESPÍRITOS – P2

Certa vez, quando tive de tomar uma decisão que eu sabia conter, em potencial, consequências da maior gravidade, não me disseram uma só palavra de estímulo ou de desaprovação. Somente depois de tudo decidido (livremente e com total responsabilidade minha), veio uma palavra psicografada.

Tudo muito simples e direto: “Sua atitude está correta” - escreveu um dos queridos companheiros. “Aja, porém, com prudência. É preciso respeitar as opções de cada um. Sua preocupação é justa: evite, contudo, a inquietação. Não somos, pessoalmente, responsáveis pelos atos alheios.”

Como se observa, uma palavra tranquilizadora apenas, e, como sempre, despojada de elogios ou fanfarras. Sentiram que eu tinha necessidade disso, porque é difícil, às vezes, ante a complexidade de certas atitudes, ter a certeza de que agimos da melhor maneira possível.

Não teria sido cometido algum erro de avaliação? Será que não exorbitamos, neste ou naquele ponto? Devemos falar ou calar? Quando é que o silêncio é omissão culposa e quando é a prudência necessária?

O máximo que poderão fazer é isso - uma palavra posterior, de apoio moral ou de compreensão: nunca uma ordem a ser cumprida, um elogio descabido ou, presumivelmente justificável. Para que elogiar aquele que apenas cumpriu o seu dever?

Certa vez, Regina queixou-se desse aparente abandono em que, às vezes, nos sentimos, como se nos houvessem esquecido.

“Estamos sempre com você” - foi a resposta. Mas, quando a criança começa a andar, deve passar a ser supervisionada de mais longe para que possa aprender a ficar de pé sozinha e dar os primeiros passos, ainda incertos, para um dia saber caminhar com desembaraço, pelas suas próprias forças.”

Cuidado, pois, com mensagens pessoais e 'recados' supostamente mediúnicos, que contenham verdadeiras 'broncas e reprimendas ou reversamente elogios' - merecidos ou não. Ou a fonte não é muito boa, ou o médium não está sendo fiel na transmissão. Como dizia o querido companheiro mencionado alhures, neste livro, os espíritos não são de “botar azeitona na empada alheia” ...

Ficou dito aí que, às vezes, o médium é que está extrapolando de suas verdadeiras funções ao transmitir esta ou aquela informação. Isso ocorre também quando, fascinado pela sua própria mediunidade, para alardear sua intimidade com espíritos de elevada condição ou pelo prazer duvidoso de fazer 'revelações' inesperadas, dispõe-se a divulgar, sem nenhum critério, informações de que venha, eventualmente, tomar conhecimento.

Muitas vezes, contudo, o médium não o faz por vaidade, mas pelo legítimo interesse em ajudar, o que, sob certas circunstâncias, pode ser desastroso. A informação pode ter vindo apenas para facilitar a compreensão do problema individual a fim de que a pessoa em dificuldade tenha uma palavra de apoio, orientação e consolo, sem que seja necessário ou recomendável transmitir-lhe também a informação.

Regina confessa que, na inexperiência dos primeiros tempos de exercício de suas faculdades, cometeu equívocos dessa natureza. Quando procurada por algum amigo ou conhecido em dificuldade, ouvia pacientemente a exposição e começava a 'ver' a situação espiritual, a razão dos problemas e até o possível encaminhamento de soluções. Arriscava-se a fazer certas 'previsões'.

Coisas assim - Olha, pode ficar calma. A coisa vai resolver-se desta ou daquela maneira. Ou: - Não se preocupe com isso. Você vai arranjar logo um emprego ainda melhor do que esse.
E assim acontecia.

Bem cedo, ela reconheceu a tolice que estava fazendo. Em pouco tempo, estaria convertida numa verdadeira pitonisa ou ledora de buena dicha, porque, no primeiro tropeço, depois daquele, a tendência da pessoa era procurá-la novamente.

Quando percebeu que estava criando em alguns amigos mais chegados essa dependência, Regina cortou sumariamente essa atividade, pois estava sendo assediada por pessoas que queriam saber “o que ela estava vendo” para elas.

A faculdade desses flashes de intuição ela continuou tendo, mas passou a ajudar as pessoas no aconselhamento e no consolo, sem 'profecias ou revelações' de nenhuma espécie. A informação recebida por via mediúnica é introduzida naturalmente no fluxo da conversa, sem nenhum caráter especial, como opinião e não como previsão.

Às vezes, quando explicitamente autorizada pelos amigos espirituais, ela transmite à pessoa informes acerca do passado ou sobre suas dificuldades atuais. Observa posteriormente, que tais revelações trazem sempre uma boa orientação e esclarecimento úteis ao caso.

Quanto à nossa atitude pessoal, podemos opinar sobre um problema alheio, pois, quando em crises mais sérias, sempre gostamos, nós próprios de ouvir um amigo em quem confiamos; nunca, porém, devemos interferir com o livre-arbítrio de ninguém, nem tomar decisões pelos outros. Cada responde por si, perante as leis de Deus.

Os próprios amigos espirituais respeitam com muita firmeza nosso livre-arbítrio. Eles nos esclarecem e nos orientam, mas nunca decidem nós, nem mesmo quando percebem que estamos caminhando para cair dentro do poço. Se é nosso propósito deliberado correr o risco e cair, eles não o impedem.

Mais tarde, vão lá nos estender as mãos, com a mesma atitude amorosa e compreensiva de sempre, a mesma dedicação imperturbável.
Sem a menor censura.
 

Livro dos Médiuns

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