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Mediunidade

TEORIA DA MEDIUNIDADE – Zalmino Zimmermann


  
TEORIA DA MEDIUNIDADE – Zalmino Zimmermann


Atualizado: 14/05/2022

AULA 7: TRANSE, TRANSE MEDIÚNICO – PARTE I
IV- TRANSE – TRANSE MEDIÚNICO


O transe pode ser entendido como um estado de alteração consciencial, caracterizado pelo abrandamento ou entorpecimento maior ou menor do consciente vígil. ([1])

Guardadas as diferenças de enfoque, por parte dos autores que se debruçaram sobre o tema, é lícito admitir que o transe pode apresentar-se como patológico, hipnótico, farmacógeno, anímico, noctípico e mediúnico.

TRANSE: 
- PATOLÓGICO
- HIPNÓTICO
- FARMACÓGENO
- ANÍMICO
- NOCTÍPICO
- MEDIÚNICO
 
 O transe patológico, a constituir categoria especial e refletindo disfunções neurofisiológicas de certa gravidade, é gerado por diversos fatores. “O caso mais elementar ocorre no chamado estado crepuscular dos epilépticos e histéricos”, observa o médico e escritor paulista Ary Lex, anotando:

“O indivíduo tem a crise convulsiva e depois fica longo tempo como que ‘abobado’ ou ‘desligado’, falando coisas sem nexo, sem noção de espaço e tempo. Em certas epilepsias, o paciente fica sem exercer totalmente o controle de seus atos, e, automaticamente, se põe a andar e vai acordar, às vezes, a quilômetros de distância de sua casa.

Este tipo de transe também ocorre nos delírios febris, nos estados de coma, nas lesões traumáticas do cérebro. Bloqueado o contato com o meio ambiente, o transe vai permitir o aflorar do subconsciente e a pessoa age sem intervenção da vontade.” ([2])

O estudo do transe, a propósito, começou quando os distúrbios conhecidos como pseudoneurológicos, de origem histérica (crises convulsivas, tremores, tiques, anestesia cutânea, paralisias funcionais etc.) passaram a ser cada vez mais detectados e analisados na França pós-napoleônica, arruinada pelas guerras, crises econômicas e por grande perturbação social.

Nessa época, Jean Martin CHARCOT (1825-1893), dirigente da Salpetrière, desenvolveu importantes trabalhos que serviram de fundamento a teorias cujos ecos chegam até nós, como, por exemplo, a psicanálise de FREUD, que se tornara seu discípulo.

Com base nas investigações de CHARCOT, Pierre JANET (1859-1947) desenvolveu, em conhecida obra, a sua teoria sobre o automatismo psicológico. ([3]) 

Tendo como material exclusivo o comportamento histérico, definiu o transe como “um estado de baixa tensão psíquica, onde o domínio da consciência se enfraquece, possibilitando a dissociação da personalidade”. Esse “declínio da tensão psíquica” levaria o indivíduo “a um estado de passividade” que, aprofundado, retirá-lo-ia “da realidade em que vive no momento, introduzindo-o no seu inconsciente”.

Sob esse enfoque e não admitindo a possibilidade mediúnica, JANET, fugindo do método realmente científico, iniciou, com CHARCOT, - como bem observa Luiz Gonzaga PINHEIRO - “uma revolução em defesa do animismo generalizado e contra as manifestações espirituais, tentando negar o óbvio pelo absurdo, missão árdua demais para qualquer super-homem”. ([4])

Embora os conceitos de JANET, relativamente ao transe, ainda alcancem alguma repercussão em certos círculos científicos, espelham, na realidade, uma visão fragmentária, não abrangente da realidade espiritual, sujeitando-se, pela falta de maior precisão científica, a críticas e controvérsias, a partir, mesmo, do significado do próprio termo dissociação.

Mas, em geral, tem-se admitido, em Psicologia, que, na chamada “dissociação da personalidade”, ocorreria certa perda de conexão entre os sistemas cognitivos que integram a consciência, os quais passariam a funcionar de forma relativamente independente.

Essa desconexão entre as funções psíquicas poderia produzir uma série de efeitos, conhecidos como reações dissociativas — entre elas, a amnésia, a despersonalização, confusão de identidade etc. —, atribuíveis a vários fatores.

Ora, é possível admitir que o citado conceito de dissociação se aplique a determinados tipos de transtornos psicológicos. Mas, refutar a possibilidade das manifestações espirituais, como entenderam JANET e alguns outros seguidores, buscando qualificar o fenômeno mediúnico como um mero processo de “dissociação de personalidade”, é desconhecê-lo em sua complexa dinâmica, importando reconhecer tal avaliação como realmente anticientífica, por ignorar as inúmeras evidências que certificam sua realidade, como a ponte de comunicação entre as dimensões física e espiritual.

Com efeito, no processo de mediunização, não há como cogitar de uma desconexão entre funções psíquicas, como “a perda de unidade de funcionamento da personalidade humana, e a geração de diversos automatismos motores ou sensoriais fora do controle consciente” (JANET), quando o que efetivamente ocorre — principalmente na psicofonia, psicografia, psicopictura e psicocirurgia - é um abrandamento, ou conforme o caso, um transitório entorpecimento da atividade consciente do médium, sem chegar a nenhum comprometimento da sua unidade psíquica e de seu domínio, imprescindível, aliás, na intermediação mediúnica, a fim de que outra personalidade com recursos perispiríticos, próprios, conjugados aos do médium, possa se comunicar, em regime de associação psíquica e de intercâmbio energético.

Assim, ao contrário, de “dissociação da personalidade”, o que na verdade se registra, no fenômeno mediúnico, é uma “agregação de personalidades”. ([5])

Descabida, pois, qualquer posição que pretenda associar o transe mediúnico a eventual processo de dissociação ou automatismo.

*

O transe hipnótico([6]) decorre, basicamente, de um estado de inibição cortical provocada, cujas causas ainda não se encontram totalmente definidas, conjeturando-se que esse fenômeno “originar-se-ia no próprio córtex ou seria secundário à ação do sistema ativador do subcórtex”.

As reações emotivas às sugestões do operador e os reflexos neurovegetativos que as acompanham (palidez, sudorese, modificação do ritmo cardíaco e outras alterações vasomotoras) sugerem, todavia, a clara participação, no processo, de centros subcorticais (tálamo e hipotálamo). “À medida que se estende e se intensifica a inibição cortical” - assinala o neurologista Jayme CERVINO - “as estruturas do subcórtex entram em ‘efervescência’, liberadas da ação frenadora da corticalidade. A personalidade profunda — polo subcortical do psiquismo — assume mais intimamente o controle da atividade nervosa”. ([7])

O transe hipnótico - processo de interiorização induzido por via da sugestão - chamou a atenção de renomados investigadores, como BREUER, em Viena, e CHARCOT, em Paris, quando se observou que paralisias, anestesias e hipertesias podiam ser induzidas através do hipnotismo. BREUER, aliás, notabilizou-se como um pioneiro no uso da hipnoterapia no tratamento da histeria. (FREUD, entre 1885 e 1900, foi seu colaborador assíduo).

Nesse tipo de terapia, o paciente é levado ao transe hipnótico e encorajado a recordar e verbalizar suas dificuldades, cenas esquecidas, experiências traumáticas, sendo-lhe, então, dadas sugestões de apoio.
Modernamente, revitalizou-se o interesse pelo hipnotismo, procurando-se estudá-lo e aplicá-lo com mais profundidade e sob novos conceitos, de cunho transexistencial, no sentido de localizar, por meio da regressão, raízes de transtornos psicológicos ou distúrbios do comportamento, não só em experiências da vida atual, como em vivências de passadas encarnações.

Assinale-se, finalmente, que, como processo suscetível a comando externo, pode servir tanto a interesses construtivos (psicoterapia, anestesia), como destrutivos, qual ocorre no processo obsessivo, desde a sugestão pós-hipnótica, plantada durante o sono, até as situações mais agudas e tenebrosas de influenciação, que chegam a causar a própria alteração do perispírito, como se observa, por exemplo, nos casos de zootropia (licantropia, etc.).

*

O transe farmacógeno produzido pelas drogas conhecidas como psicolíticas (mescalina, psilocibina, LSD-25, e outras) e por várias outras do conhecimento comum, inclusive os anestésicos, pode assemelhar-se, em alguns aspectos ou efeitos, a outros tipos de transe, principalmente o hipnótico. A nota diferencial, todavia, é que o processo não se apoia na sugestão; é provocado por meios químicos e somente ocorre com encarnados.
Nesse tipo de transe — que não se confunde com os estados de perturbação mental provocados por certos produtos algumas vezes, pode até acontecer, como no transe hipnótico, um certo afrouxamento dos laços perispirituais, tornando possível um relativo desprendimento.*

O transe anímico, que pode ser espontâneo ou, mesmo, provocado por influência do mundo espiritual, guarda certa relação, de um lado, com o transe hipnótico, e, de outro, com o mediúnico.

Mergulhado em processo de redução do foco consciencial, qual acontece no ritmo hipnótico, a pessoa sensível, com o relativo desprendimento perispirítico que se segue, pode entrar em um estado de transe, com características mui semelhantes às observáveis na ocorrência mediúnica.

No transe anímico é possível observar, como no transe mediúnico, tanto efeitos de natureza intelectual, como físicos.

No primeiro caso — ocorrência mais comum —, à medida que diminui ou enfraquece a presença consciente, vêm à tona as impressões estratificadas no subconsciente e no subconsciente profundo (“depósito de informações de vidas passadas”) e o sujeito pode chegar a manifestar, até, uma personalidade diferente, ainda que, na realidade, apenas exteriorize o seu próprio mundo, onde jazem cristalizadas lembranças de experiências traumáticas comumente não resolvidas na encarnação atual, ou, se remontam às vidas pretéritas, não superadas pelo choque biológico do renascimento. (Eventos dessa natureza, aliás, podem até alcançar proporções patológicas).

Interessante observar que na atividade mediúnica, a manifestação ligada ao transe anímico, embora apresente características peculiares facilmente reconhecíveis, é seguidamente confundida com comunicação mediúnica autêntica.

Outras vezes, detectada, a manifestação anímica passa a ser, apressadamente, rotulada de mistificação, impelindo o interlocutor a atitudes até desrespeitosas, em relação ao médium, muitas vezes, em doloroso processo de imersão nos arquivos do próprio passado, quase sempre involuntário.

Na verdade, a complexidade do fenômeno requisita conhecimento e respeitosa tolerância, uma vez que o animismo, superadas as dificuldades psicológicas do sujeito, pode dar lugar, amanhã, a possibilidades mediúnicas puras e autênticas.

De fato, resolvidas ou desestimuladas eis aflorações do subconsciente, e desobstruídas as vias perispiríticas de canalização, pode, com o tempo, surgir a manifestação medianímica, de expressão a mais genuína e convincente.
Por causa, justamente, da semelhança que se registra entre os efeitos ocorrentes nos processos anímico e mediúnico é que certos psicólogos e parapsicólogos, menos informados, generalizaram, sustentando a inexistência do fato mediúnico e atribuindo todos os tipos de ocorrência a fantasiosas potencialidades do chamado “inconsciente” do médium, desapercebidos das inúmeras e verdadeiras faces da mediunidade, sua realidade e significação para o próprio futuro do homem, como, aliás, bem compreenderam, não só RHINE, O pai da Parapsicologia, e seus seguidores próximos, como outros cientistas e pesquisadores célebres que enobreceram a história da Humanidade (CROOKES, AKSAKOF, ZÖLLNER, LOMBROSO, FLAMMARION, DE ROCHAS, DELANNE, LODGE, GELEY, BOZZANO, e outros.), e que, em comprovando as teses de KARDEC e DENIS, abriram veredas para a pesquisa psíquica de profundidade, que hoje envolve tantos e notáveis cientistas e pensadores, encarnados e desencarnados, como nos dão conta as páginas espíritas e não espíritas, em todos os cantos do mundo.

*

O transe noctípico (do lat. noctis + typicu) acontece comumente no período de repouso noturno e embora mostre linhas de estreito contato com o transe anímico, propriamente, pode apresentar, também, características de natureza mediúnica.

É possível distinguir no transe noctípico três tipos de ocorrências:

(1) os fenômenos oníricos relacionados com as imagens, representações, ideias, que brotam espontaneamente do subconsciente e do subconsciente profundo - algumas delas depois lembradas, ainda que confusamente;

(2) os fenômenos de desprendimento e desdobramento durante o sono, com vivências suscetíveis, também, de serem lembradas, principalmente nos casos em que, espontâneos ou provocados, já passam a ter caráter mediúnico (comunicações, informações, visões, etc.);

(3) os sonambúlicos, com peculiaridades que, em verdade, ainda estão a requisitar investigação maior, embora já se saiba que o fenômeno sonambúlico se diferencia claramente do fenômeno mediúnico.
Entre os fenômenos psíquicos, o transe sonambúlico apresenta-se como dos mais singulares, tomando, às vezes, feições realmente surpreendentes.

Gabriel DELANNE, por exemplo, relata, entre outras, a história de um jovem padre, que, durante a noite, levantava-se, ia à escrivaninha, compunha sermões e tornava a deitar-se. E quando escrevia, se lhe fosse interposto um grosso cartão “entre os olhos e o papel”, ele não interrompia a escrita, lendo-a em voz alta e fazendo as correções “com muita exatidão”.

Esse tipo de fenômeno diz, particularmente, com a expansibilidade, uma das propriedades do perispírito. ([8])
Outro caso ilustrativo, registrado pelo professor Soave, da Universidade de Pádua, também citado por Delanne, dá conta de um sonâmbulo que, durante o transe manipulava substâncias químicas com surpreendente precisão:
“Um farmacêutico de Pavia, sábio químico, a quem se elevem importantes descobrimentos, levantava-se todas as noites, durante o sono, e ia a seu laboratório continuar os trabalhos inacabados. Acendia os fornos, preparava os alambiques, retortas, vasos, etc., e prosseguia em suas experiências com uma prudência e agilidade, de que, acordado, talvez não fosse capaz; manejava as mais perigosas substancieis, os mais violentos venenos, sem que jamais lhe acontecesse o menor acidente.

Quando lhe faltava o tempo para preparar, durante o dia, as receitas mandadas aviar pelos médicos, ia buscá-las na gaveta onde estavam fechadas, abria-as, colocava-as na mesa, umas sobre as outras, e procedia ao seu preparo, com todo o cuidado e as precauções requeridas.

Era verdadeiramente extraordinário vê-lo tomar a balança, escolher os grameis, decigramas e centigramas, pesar com precisão farmacêutica as doses mínimas das substâncias contidas nas receitas, triturá-las, misturá-las, prová-las, pô-las depois em frascos ou em pacotes, segundo a natureza dos remédios, colar os rótulos, e dispor, finalmente, os preparados nas prateleiras da farmácia, prontos para ser entregues, quando os viessem buscar.
Terminados os trabalhos, ele extinguia os fornos, punha em ordem os objetos, e voltava para a cama, onde dormia tranquilo até à hora de acordar. Nota o Prof. SOAVE que o sonâmbulo tinha constantemente os olhos fechados; confessa que, se a memória dos lugares e a ideia de acabar os trabalhos bastassem para guiá-lo no laboratório, a leitura e o preparo das receitas, cujo conteúdo ignorava, ficariam inexplicáveis.” ([9])

Ao que parece, em pessoas suscetíveis a esse tipo de evento, o estresse, a tensão do dia contribui significativamente para a sua eclosão noturna

Essa espécie de ocorrência, a caracterizar-se como transe onírico, não se confunde com o transe mediúnico. Em ambos os casos ocorre o desprendimento perispirítico, mas diferenças substanciais marcam esses dois tipos de fenômeno.


[1] Têm-se como dimensões da consciência, o Consciente (consciente vígil ou consciente desperto, caracterizado pela percepção lúcida das disposições interiores e pela relação coerente com o meio exterior, com perfeita orientação tempo-espaço, em condições normais e alheias à situação de sono ou transe), o Subconsciente (banco de memória da vida atual) e o Subconsciente Profundo (memória das vivências das encarnações passadas; consciência profunda) e, em outro nível, o Superconsciente (envolvendo potencialidades psíquicas superiores). Evidentemente, essas chamadas dimensões da consciência integram um todo dinâmico e indissociável.

Da mesma forma que, para quem observa alguns picos vulcânicos, em meio de águas oceânicas, poderá passar despercebido que todos estão ligados, sob a superfície, em densas cadeias formando um todo granítico, para um observador menos atento poderá escapar o fato de que as várias dimensões conscienciais são expressões de um todo psíquico.

Daí, precisamente — na trilha, aliás, de venerandos mestres espirituais - a exclusão que se faz do termo inconsciente - de uso tão comum quanto impreciso - diante da realidade de que, em todos os instantes, direta ou indiretamente, estamos expressando a totalidade psíquica que somos, ou seja, o nosso Eu passado e presente. (A noção do inconsciente foi introduzida por LEIBNIZ, na Filosofia do séc. XVIII, sendo depois comentada por KANT, SCHELLING, HE- GEL, SCHOPENHAUER e outros. Mais tarde, FREUD - em sua psicologia mecanicista e reducionista, interpretando a vida psíquica como um modelo mecânico de associações e dissociações automáticas, e explicando o normal pelo anormal, o positivo pelo negativo — popularizou o termo, com o significado de um mero depósito de dejetos psíquicos, recalques, lembranças desagradáveis, tabus, etc.). Importa, finalmente, lembrar que o uso do termo inconsciente para qualificar certas categorias de médiuns ou mediunidades, como se vê nas diversas tábuas classificatórias, indica, mais propriamente, que o agente mediúnico, em transe profundo, devido a um maior desprendimento, não guarda nenhuma lembrança do conteúdo transmitido pelo Espírito comunicante; da mesma forma, o emprego do termo semiconsciente indica que o médium, em transe semiprofundo, tem lembrança imperfeita ou fragmentária do ocorrido durante a manifestação.

[2] LEX, Ary. Do Sistema Nervoso à Mediunidade. 2. ed. São Paulo: FEESP, 1994, pp. 77 e 78, Cap. IV.

[3] JANET, Pierre. L’automatisme Psichologique. Essai de Psychologie Expérímentale sur les formes inférieures de l’activité humaine. Paris, FELIX ALCAN, 1889.

[4] Pinheiro, Luiz Gonzaga. Vinte Temas Espíritas Empolgantes. Capivari (SP): EME, 1997, p. 69.

[5] O conceito de dissociação é expresso no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4.edição (DSM-IV), como “uma ruptura nas funções habitualmente integradas da consciência, memória, identidade ou percepção do ambiente”.
No processo psicofônico, e outros, como visto, nada disso ocorre. Duas personalidades distintas - médium e comunicante - operam em comunhão mental, em regime de absoluta higidez psíquica.

[6] Foi o cirurgião inglês James BRAID quem, praticamente, introduziu a terminologia hoje empregada, ao publicar, em 1843, o livro intitulado Sono Neuripnológico. Daí se originaram, por derivação, vocábulos como hipnologia, hipnotismo, hipnótico, etc.

[7] CERVINO, Jayme. Além do Inconsciente. 3. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1989, pp. 93 a 99, Cap. 3.

[8] São propriedades do perispírito: a plasticidade, a densidade, a ponderabilidade, a luminosidade, a penetrabilidade, a visibilidade, a corporeidade, a tangibilidade, a sensibilidade global, a sensibilidade magnética, a expansibilidade, a bicorporeidade, a unicidade, a perenidade, a mutabilidade, a capacidade refletora, o odor e a temperatura.

[9] DELANNE, Gabriel. O Espiritismo Perante a Ciência, pp. 93, 96 e 97.
 

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