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Mediunidade

Diversidade dos Carismas - Hermínio C. Miranda

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Atualizado: 23/01/20

277 - CAPÍTULO XXI
1. HISTORINHA  V
 
Este é chamado por Regina de “o caso do bebê do galinheiro”.
Uma amiga telefonara pedindo um enxoval. A filha da empregada fora visitar a avó num subúrbio pobre e distante. Estava lá, conversando, quando uma criança da vizinhança entrou correndo para anunciar que havia uma menina com um “nenem” no galinheiro.

E convidava todos: - Venham ver! E tinha mesmo. A jovem mãe teria seus treze anos e segurava uma criança ao colo, enrolada em trapos, sem uma peça de roupa.

Segundo contou, ficara grávida no interior de Minas Gerais. Como costuma acontecer, o pai da criança fugira. O pai dela, indignado e intolerante, botara-a para fora de casa. Mal sabia como viera parar no Rio de Janeiro.

Quando começou a passar mal, alguém chamou uma ambulância que a levou ao hospital mais próximo, senão iria ter a criança nalgum canto de calçada, pois era onde dormia, a perambular pelas ruas, sem rumo. Estava ali, no galinheiro, porque a dona da casa concordara que ela ficasse, embora não a quisesse na sua casa, talvez por receio de mais essa responsabilidade, pois era gente pobre também e já tomava conta de vários netos para que as filhas pudessem trabalhar fora.

Não dava para ter mais uma criança em casa e, ainda por cima, com a mãe, outra criança. O arranjo combinado fora aquele: a menina ficava com a criança no galinheiro durante o dia e, à noite, dormia dentro de casa, nalgum recanto.
Assim, por linhas indiretas, Regina ficou sabendo do drama e providenciou logo um dos seus enxovais.

Estávamos na quadra fria do ano e, às vezes, caía uma chuvinha fina e longa, dessas que duram dias inteiros. Além do mais, Regina sonhara, há poucos dias, com uma criança que correspondia àquela situação: tiritando de frio, nos fundos de um quintal, enrolada em trapos.

No dia seguinte, a empregada da sua amiga passou em sua casa para apanhar o enxoval para o bebê do galinheiro. E, mais uma vez, a roupinha produziu seus costumeiros milagres. A menina-mãe, ao ver o enxoval, desatou a chorar com a criança aconchegada ao seio. A dona da casa, comovida, ou porque a criança pelo menos tinha roupa suficiente, acolheu de uma vez a menina.

Uma vizinha, que ouvira falar no incrível enxoval, ofereceu emprego à moça e a criança ficou com a primeira - que já cuidava mesmo de netos e não lhe faria muita diferença olhar a criança, enquanto a mãe trabalhava, ali mesmo, por perto.

 Com autorização da patroa, a menina ia, nas horas certas, dar de mamar à criança.
É assim a vida. Alguns retornam dentro de palácios: outros preferem um galinheiro. Sabem por quê?
É que o bebê do galinheiro provavelmente já andou pelos palácios e não deu muito certo. Talvez tenha tropeçado nas riquezas.

Voltando pelo galinheiro, vai recuperar sua identidade de ser humano, como os outros, e nunca mais irá tropeçar no ouro, porque vai preferir pular por cima dele.
 

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