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Mediunidade

TEORIA DA MEDIUNIDADE – Zalmino Zimmermann


  

Atualiza 27/02/2024

 
Segunda Parte

AULA 65: II- NO SERVIÇO MEDIÚNICO – PARTE I 

 
II- NO SERVIÇO MEDIÚNICO 

 
OS GRUPOS MEDIÚNICOS 

Os grupos de serviço mediúnico, propriamente, compostos por médiuns que já passaram pelo ciclo de desenvolvimento, não devem ter, como já lecionava KARDEC, um número excessivo de pessoas, a fim de que os resultados sejam realmente satisfatórios. (469) 

Para um resultado ideal, aconselhável que o número de membros de um grupo - médiuns, dialogadores, passistas e assistentes - seja tal, que torne possível um relacionamento muito fraterno entre todos, essencial à harmonização espiritual. 

Um trabalho mediúnico produtivo, de efetiva repercussão espiritual, imprescinde de certas condições, consideradas realmente essenciais.  

A seguir, algumas indicações a respeito. 

O dirigente 

A direção de um trabalho mediúnico deve, naturalmente, estar em mão de pessoas preparadas, que tenha um bom conhecimento doutrinário e comprovada experiência em relação à prática mediúnica. 

Fraterno e compreensivo, deve mostrar condições de orientar os companheiros e ajudar os Espíritos que se comunicam, com afabilidade e bom-senso. 

O dialogador 

O dialogador (doutrinador) deve também, obviamente, não só conhecer a Doutrina, mormente no que se refere à mediunidade, como ser capaz de manter uma conversação com um Espírito que, eventualmente se mostre perturbado, de modo que lhe esclareça o raciocínio e lhe suavize as dores, tanto quanto possível. 

Em seu contato com o médium, aconselhável que o dialogador aguarde a efetiva manifestação do Espírito, para, então, passar a atendê-lo, sempre com cordiais expressões de boas-vindas. 

Muitas vezes, pelas expressões, respiração e eventuais gestos do médium, o dialogador é levado ao seu imediato atendimento, quando, às vezes, o comunicante se encontra apenas no início da mediunização, sem condições, ainda, de se manifestar normalmente.  

Nesse caso, a insistência do dialogador pode provocar uma resposta do médium, que não seja, propriamente, do Espírito, prejudicando todo o processo. Importante a paciência e o discernimento para que tudo aconteça a seu tempo, a fim de que o médium não se condicione negativamente, comprometendo, até, a sua participação. 

Recomendável, também, que o dialogador se abstenha de impor as mãos sobre o médium durante a comunicação. Não só é desnecessária tal prática - a caracterizar, por vezes, verdadeiro hábito - como pode até incomodar o médium mais sensível. 

Dirigindo-se ao Espírito, o dialogador deve ter em mente que se trata de um ser humano, que pode estar passando por um grande sofrimento, precisando de esclarecimento e agasalho afetivo. 

De certa forma, o dialogador deve atuar como um psicoterapeuta, e não como um instrutor arrogante, evitando, pois, discutir com o comunicante, fugindo, assim, a todo debate, pois o momento de atendimento não comporta nenhum exercício de dialética. 

Deve, sim, o dialogador, depois de ouvir, serenamente, a exposição do Espírito, procurar captar do interlocutor seus desejos, sua situação espiritual, suas necessidades e intenções, para, depois, iniciar um diálogo efetivo, que possa contribuir para o seu reequilíbrio emocional, favorecendo a intervenção dos Benfeitores Espirituais em seu benefício. 

Deve, enfim, aprimorar-se para que seu contato com os Espíritos encaminhados ao seu atendimento seja sempre feito por meio de um diálogo fraterno, sustentado pela piedade e pela empatia, sendo certo que a compreensão da necessidade alheia é o elemento fundamental numa tarefa de auxílio efetivo. 

 

Valiosas, a propósito, as recomendações do Espírito Hans SWIGG, por intermédio de Raul TEIXEIRA: 

“Quando dialogues com os desencarnados, se te cabe tal função nos serviços mediúnicos, não te feches no preconceito, supondo que estejas em condições gerais melhores que as deles, só porque és o esclarecedor. Não; mostra-te simples, aberto para ouvir, seja o que for que te digam, respondendo o que te seja possível, com espírito de verdadeira compreensão, exercitando a difícil humildade. 

Pensa em quem te aborda através do megafone mediúnico, como se te fosse um ser amigo, um familiar querido ou um adversário ideológico em estado de obnubilação psicológica, ou padecendo sério embotamento da razão ou bloqueio do sentimento, mais necessitado, por isso mesmo, da tua indulgência, da tua paciência, da tua fraternidade. 

Analisa os sentimentos que inundam o teu coração, quando estás conversando com os irmãos do Além, e faze-te mais lúcido e claro nos diálogos, mais dócil e sensível no trato das suas mazelas, mais compreensivo para com suas limitações. 

Quanto a ti que esclarece, esclarece-te também. Quanto a ti que apontas caminhos, caminha pelos mesmos trilhos que indicas. Quanto a ti que propões as lições de Jesus como roteiro seguro aos desencarnados, não deixes de ter essas mesmas lições como mapa capaz de nortear também a tua vida, a fim de que tenhas a decantada autoridade moral e para que dês força de documento às tuas palavras.” (470) 


Casos há em que o dialogador, dadas as precárias condições do Espírito trazido à comunicação, necessita lançar mão de recursos extras, em seu benefício. A um Espírito, por exemplo, que se apresenta em estado de grande crise, a refletir a situação em que se encontrava no momento de sua desencarnação, contorcendo-se de dor, com falta de ar, tosse e outros sintomas que o impedem, sequer, de prestar atenção às palavras do dialogador, este poderá oferecer-lhe, à luz de uma prece, um “medicamento” que se materializa aos seus olhos, graças à ação dos Supervisores Espirituais, utilizando os recursos disponibilizados pelos assistentes. 

O efeito é geralmente imediato, possibilitando o diálogo esclarecedor. 

Desnecessário lembrar que, em grande parte dos casos, os Espíritos conduzidos ao atendimento ignoram que já deixaram o corpo físico, guardando em sua mente as sensações que experimentavam quando ainda encarnados. 

De outro lado, como se sabe, muitos Espíritos, mesmo conscientes de sua condição de desencarnados, podem mostrar grande dificuldade de se comunicar, como ocorre com os alcoólatras e drogados em geral. De acordo com o grau de consciência e autocontrole que lhes resta, é possível esclarecê-los e prestar-lhe o auxílio de que necessitam com o apoio, obviamente, dos Espíritos responsáveis pelo trabalho. Em casos mais difíceis, receberão, certamente, cuidados especiais por parte dos médicos espirituais, para que, no devido tempo, possam alcançar o necessário equilíbrio. 



Entre os recursos de que pode dispor o dialogador (principalmente, nos casos de desobsessão), a regressão de memória do Espírito comunicante tem sido bem comum, contribuindo significativamente para que este, dando-se conta do seu passado, consiga apagar seu ódio, sua sede de vingança, contra a pessoa que se recomenda ao auxílio da Espiritualidade Superior, hoje sua vítima, ontem seu provável algoz. 

A propósito, à luz da lei da causalidade espiritual, mostra bem ANDRÉ LUIZ os recursos de que podem dispor os Mestres Espirituais no serviço de auxílio. 

Descrevendo uma reunião mediúnica, refere-se o autor a uma espécie de “condensador ectoplásmico” capaz de registrar as imagens projetadas pelo Espírito. Alguns excertos de sua descrição já servem à plena compreensão de sua lição: 

“- Aquele aparelho - informou Áulus, gentil - é um condensador ectoplásmico. Tem a propriedade de concentrar em si os raios de força projetados pelos componentes da reunião, reproduzindo as imagens que fluem do pensamento da entidade comunicante, não só para a nossa observação, mas também para a análise do doutrinador, que as recebe em seu campo intuitivo, agora auxiliado pelas energias magnéticas do nosso plano. 

— Evidentemente, a engrenagem de semelhante mecanismo deve ser maravilhosa! - exclamou Hilário sob forte impressão. 

— Nada de espanto - alegou o orientador -, o hóspede espiritual apenas contempla os reflexos da mente de si mesmo, à maneira de pessoa que se examina, através de um espelho. 

— Mas, se estamos à frente de um condensador de forças - considerei - precisamos concluir que o êxito do trabalho depende da colaboração de todos os componentes do grupo... 

— Exato - confirmou o Assistente - as energias ectoplásmica são fornecidas pelo conjunto dos companheiros encarnados, em favor de irmãos que ainda se encontram semi-materializados nas faixas vibratórias da experiência física.” (471) 

Entende-se, do exposto, quão extraordinária é a dedicação da Espiritualidade Superior, na prestação de socorro aos desencarnados ainda estacionados nas faixas de perturbação. 

Cumpre ao dialogador estar atento a todas as possibilidades disponíveis, cuidando, com um adequado comportamento, de sua sintonia com as dimensões espirituais superiores, para que não lhe falte a assistência e a preciosa intuição — às vezes, acompanhada da vidência, quando há tal possibilidade no delicado trabalho de assistência aos Espíritos em sofrimento, tão necessitados de seu amoroso auxílio. 

 

 

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