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Mediunidade

Diversidade dos Carismas - Hermínio C. Miranda

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Atualizado: 23/05/19

244 - CAPÍTULO XVII
CANAIS DE COMUNICAÇÃO
CONTRIBUIÇÃO DOS AMIGOS ESPIRITUAIS – P5

Após um momento de vacilação, ante a inesperada dificuldade, ele conseguirá contornar o obstáculo e, provavelmente, datilografará a palavra communication, ou, talvez, comunicação.

Da mesma forma, o inglês, ante teclado brasileiro, datilografaria communicaçon e o francês communicacion, e o alemão kommunicacion etc.

É esse processo de elaboração e reelaboração mental que leva a entidade a vacilações, hesitações ou silêncios entre uma palavra e outra, lembro-me de um companheiro espiritual que costumava se manifestar com forte sotaque francês - sua mais recente encarnação fora na França.

Às vezes, faltava-lhe a palavra adequada, em português, para expressar seu pensamento. Ele parava e dizia: “Deixa-me ver se encontro aqui na mente do meu irmão (médium) a palavra certa.” Usualmente a encontrava mesmo.

Já o nosso caríssimo Hans (entidade tratada em nosso grupo atual que depois incorporou -se aos trabalhos), um tanto fixado na sua personalidade alemã, apresentava-se, de início, com um sotaque extremamente carregado e com expressões claramente elaboradas em estruturas linguísticas alemãs, concordâncias típicas e até mesmo o ritmo e as entonações peculiares à sua bela língua materna.

Com o correr do tempo, em subsequentes manifestações, ele começou a libertar-se dessas dificuldades e limitações e está aperfeiçoando, pouco a pouco, sua maneira de se expressar. Não que ele se tenha familiarizado com a língua portuguesa, programada no cérebro da médium, mas porque este conseguindo dominar melhor o processo da comunicação, em particular, e da manipulação do seu próprio pensamento puro e não em palavras, com que se vai libertando gradativamente do mecanismo da linguagem articulada.

Isto nos leva a outras sutilezas e enigmas ou curiosidades de que é tão fértil a mediunidade.
O caso é que cada médium é único, ou seja, um indivíduo singular, com suas peculiaridades, capacidades e limitações. Por isso, embora o sistema e o processo da comunicação, reduzidos à sua estrutura mais singela, sejam sempre os mesmos, há matizes inesperados, criados pela coloração que cada um - médium e espírito comunicante - empresta àquilo que faz.

Isto é particularmente observável quando o mesmo espírito se manifesta ocasionalmente através de médiuns diferentes ou quando o mesmo médium recebe espíritos diferentes.

Em verdade, tanto na psicografia como na psicofonia, o caminho é o sempre o mesmo, ou seja, a circulação do pensamento pelos canais condutores e a 'materialização' desse pensamento na palavra escrita ou falada, através dos dispositivos expressores.

É costume afirmar-se que, na psicografia, a entidade comunicante atua sobre o braço ou a mão do médium para movimentá-los e que, na psicofonia, a atuação se exerce sobre os órgãos da fala.

Isso é verdadeiro, segundo nos esclarecem amigos espirituais competentes, mas num sentido mais profundo. Não é a entidade comunica que toma literalmente a mão do médium, como alguém que ajuda uma criança a escrever guiando sua mãozinha sobre o papel.

A entidade atua com o seu pensamento através dos canais condutores que levam o impulso da sua vontade ao cérebro do médium, a fim de ativar o centro próprio que comanda os movimentos do braço e da mão.

O mesmo mecanismo atua, de maneira idêntica, na psicofonia. Os impulsos chegam ao cérebro através dos canais condutores e ali estimulam os centros próprios da fala.

No caso do companheiro espiritual que falava com forte sotaque francês, é possível que ele precisasse mesmo elaborar, com auxílio do médium, algumas adaptações à garganta deste, por não conseguir, sem esse recurso adicional, ativar de maneira adequada e eficaz os centros cerebrais de comando da fala.

O certo, porém, é que o espírito comunicante não vai diretamente aos órgãos que 'materializam' a comunicação, mas aos centros que comandam esses órgãos; mesmo assim, não vai a esses centros diretamente, mas sempre por intermédio dos canais condutores.

Frederick W. Myers informou, já na condição de espírito, através da mediunidade da Sra. Geraldine Cummins (Ver The Road to Immortality, Ed. Aquarian Press, Londres, 1955), o seguinte:

É muito difícil, deste lado em que nos encontramos, lidar com a mente do médium. Nós a impressionamos com a nossa mensagem, nunca impressionamos diretamente o cérebro do médium. Isto está fora de dúvida. É a mente que recebe nossa mensagem e a envia ao cérebro. Este é um simples mecanismo. A mente é como cera macia, recebe nossos pensamentos como um todo, mas deve produzir as palavras com que vesti-los. (Cummins, Geraldine. 1955.)
 

Livro dos Médiuns