Qui, 08 de Novembro de 2018
Rua Delfino Facchina, 61 (Cidade Ademar) - Americanópolis - São Paulo/SP - CEP 04409-080
Renuniões Públicas
Tarde 2ª, 3ª, 4ª, 6ª e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 
Renuniões Públicas
Tarde 2ª, 3ª, 4ª, 6ª e Sábado: das 14hs30 às 16hs00
Noite 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª das 20hs30 às 21hs30 

Mediunidade

Diversidade dos Carismas

Diversidade dos Carismas
Autor: Hermínio C. Miranda


Atualizado: 08/11/2018

217- CAPÍTULO XVI
SEMIOLOGIA DA COMUNICAÇÃO
5. PONTO CRÍTICO: A MENTE DO MÉDIUM – P1

De tudo isso se depreende a responsabilidade do médium e o seu envolvimento no processo da comunicação mediúnica. É ele que 'veste' o pensamento dos espíritos e os converte de uma linguagem sem som, em imagens e sem palavras em sinais ou códigos que permitam o entendimento de tais mensagens por aqueles que não têm como captar o pensamento por via direta.

Por isto é que tanto insistem os espíritos no cultivo da mente do médium. Se já é bem difícil a uma mente bem-arrumada e rica em informação, converter seu próprio pensamento em palavra, falada ou escrita, imagine-se a dificuldade encontrada por aquele que precisa converter em palavras o pensamento alheio e, ainda mais, sem estar devidamente preparado para isso em virtude de sua própria insuficiência de conhecimentos.

Informam os espíritos a Kardec:
"Efetivamente quando somos obrigados a servir-nos de médiuns adiantados, muito mais longo e penoso se torna o nosso trabalho, porque nos vemos forçados a lançar mão de formas incompletas, o que é para nós uma complicação, pois somos constrangidos a decompor nossos pensamentos e a ditar palavra por palavra, letra por letra, constituindo isso uma fadiga e aborrecimento, assim como um entrave real à presteza e ao desenvolvimento das nossas manifestações". (Kardec. Allan. 1975).

O leitor já pensou em ditar um texto em inglês, por exemplo, a uma pessoa inculta, que mal fale o português e que, ainda por cima, seja analfabeta? Ou tocar uma sinfonia devidamente orquestrada para cem instrumentos através de uma "gaita de dez centavos", como dizem os espíritos?

Ao contrário, quando o médium oferece boas condições, "o nosso perispírito, atuando sobre o daquele a quem mediunizamos, nada mais tem que fazer senão impulsionar a mão que nos serve de lapiseira ou caneta".
Mesmo nesse caso, contudo, os espíritos precisam do cérebro do médium; do contrário não conseguiriam movimentar a sua mão e nem fazê-lo expressar, na língua que lhe é própria, o pensamento que é deles.

Isso ficou bem claro num incidente de aparência irrelevante que Kardec registra numa pequena nota em O livro dos médiuns. Era sua intenção classificar o fenômeno de escrita direta entre os de ordem intelectual. Contra a sua opinião, porém, - e ele o confessa honestamente - a escrita direta ficou classificada como fenômeno de efeito físico, porque disseram os instrutores:

"Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que no médium escrevente (psicógrafo), ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo". (Idem).

Com sua austeridade e franqueza habituais, os espíritos não hesitam em descrever, com realismo, aquilo que observam e transmitir, com objetividade, o que desejam ensinar.

É de notar-se, ainda, 'en passant', que o núcleo mesmo de O livro dos médiuns, ou seja, o seu capítulo XIX - "Os médiuns nas comunicações espíritas" - foi elaborado à base de ensinamentos de dois competentes, lúcidos e experimentados técnicos da espiritualidade, ou seja, Erasto e Sócrates. Em uma das comunicações, Timóteo assina juntamente com Erasto.

Pois bem, quando se trata de enfatizar a importância de uma mente bem arrumada e bem- provida de informações que resulte em facilidade para a comunicação, os espíritos escrevem isto:

"... como já te dissemos em instrução anterior, o nosso cérebro está frequentemente em inextricável desordem e, não só difícil, como também penoso, se nos torna mover-nos no dédalo dos vossos pensamentos". (Idem).
 

Livro dos Médiuns