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Mediunidade

Mediunidade - Desafios e Bençãos - Divaldo Pereira Franco


Atualizado em: 11/06/2024

AMNÉSIA ESPIRITUAL  

A grave questão sobre o despertar dos espíritos recém-desencarnados e a sua consequente recordação da experiência concluída merecem valiosas considerações. 

Pensam, muitas pessoas desinformadas e também alguns adeptos das fileiras espíritas, que o fenômeno morte, que despe o ser do seu invólucro material, igualmente concede-lhe de imediato lucidez e, consequentemente, conhecimento da sua situação na erraticidade. 

De início, seja dito que não existem duas desencarnações iguais; por efeito, também não existem dois despertamentos idênticos no mundo espiritual. Cada espírito é a soma das experiências vivenciadas, com as tribulações e conquistas que facultam ou não o discernimento próprio da ocorrência após a morte. 

Conforme o tipo de desencarnação - violenta, por acidente, homicídio, inundação, incêndio, por distúrbio orgânico, lentamente, em razão de enfermidades dilaceradoras e virulentas, suicídios de várias expressões, largas enfermidades e a correspondente conduta durante as mesmas, estado psicológico que anteceda as cirurgias - assim caracterizará a conscientização no após túmulo. 

Aqueles que se compraziam no sensualismo, na avareza, no despotismo, na crueldade, vinculados aos despojos tentam reanimá-los, e pelo não conseguir, enlouquecem ou hebetam-se por largo período de sofrimento. 

Outros tantos, que superaram os limites, vivendo testemunhos honrosos e provações lenificadoras, afeiçoados ao dever, ao bem e à caridade, abandonam o casulo com alegria, e, em saudades, singram os espaços atraídos para as regiões felizes a que fazem jus. 

Inumeráveis, que viveram no fragor das lutas, confiantes e trabalhadores, são recolhidos carinhosamente pelos afetos que os precederam e os conduzem a pousos de refazimento e orientação, despertando-os suavemente sem choques traumatizantes... 

Cada grupo, conforme os hábitos cultivados, permanece vinculado às paixões terrenas ou atraído pela nova situação, de forma a se adaptar com equilíbrio ao novo estágio da vida - o verdadeiro. 

Da mesma forma, quantos se transformaram em campo mental infestado por obsessões, logo se lhes ocorre a desencarnação, sofrem o assalto dos cômpares vibratórios, seus algozes, que os arrastam para os sítios de sevícias e aflições, que se prolongam até recomposição estrutural ou quando neles luzir a misericórdia do amor... 

Compreensivelmente, o despertar da consciência depende das próprias condições de harmonia ou de desequilíbrio pessoal. 

Nos espíritos saudáveis, a perturbação é rápida, embora permaneça breve amnésia sobre a recente existência concluída, que se vai diluindo até que as lembranças em caleidoscópio de recordações equipem-se de claridade mental e de conhecimento. 

Unanimemente, a respeito das lembranças de outras existências transatas, permanece o olvido, que somente abre espaço para ocorrências que podem ser úteis e com fim providencial. 

À medida que assume a realidade espiritual, painéis ricos de lembranças felizes tomam corpo, facultando melhor compreender os fatos próximos passados, tornando-se lógicos.  

Igualmente, surgem as recordações sombrias carregadas de culpa, caso não haja sido reparados aqueles delitos, provocando tristeza e desejo de recomeço para superá-los.  

Traçam-se, nesses momentos, planos para futuros mergulhos no corpo, em tarefas de ressarcimento e socorro àqueles que lhes padeceram a conduta inconsequente. 

Ao mesmo tempo, alegria imensa os invade, ao compreenderem a justeza das soberanas leis, que sempre conduzem para o Bem, embora a diversidade de caminhos. 

Questões e situações que pareciam de suma importância durante a vilegiatura carnal, agora, quando despidos dos limites orgânicos, compreendem-nas melhor, e até sorriem da atitude ingênua com que se conduziram. Fazem recordar-se da postura de, quando adultos, consideravam os comportamentos infantis que se apresentavam naquele período de sumo valor... 

Não são poucos os espíritos que desencarnam e reencarnaram sem dar-se conta de um e do outro fenômeno, vitimados por doentia amnésia sobre os acontecimentos. 

Multidões deambulam nas esferas espirituais inferiores sem conhecimento de si mesmas, sem recordações dos afetos ou dos adversários, desmemoriadas, sofrendo superlativas aflições. 

Incontáveis, por outro lado, embora se apercebam da fase nova, não conseguem recordar-se de nomes, datas e antecedentes pessoais, exceto aqueles que foram mais expressivos e se imprimiram com vigor nas tecelagens do perispírito. 

A amnésia espiritual é capítulo da imortalidade que permanece desafiador, oferecendo advertências aos homens e mulheres, para que se desimpregnem das grosseiras fixações que são cultivadas nos campos das sensações perturbadoras, que sempre prosseguem além do corpo, em tormentosas necessidades que anulam outros tipos de vivências, mergulhando-as em esquecimentos afligentes. 

Cabe ao ser lúcido, que empreende a tarefa da auto iluminação, reflexionar de quando em quando a respeito dos próprios clichês mentais, selecionando-os, a fim de que, no momento de desvestir-se do corpo físico, nele fiquem as impregnações que lhe dizem respeito, não conduzindo aquelas que são perturbadoras nos arquivos da mente. 

A morte é somente transição, veículo que conduz o viajante de uma para outra faixa vibratória, vestido ou liberado das opções a que se afervorou durante a experiência orgânica. 

O cultivo das ideias superiores, o conhecimento a respeito da vida após túmulo, as ações de fraternidade e de caridade cristã, os hábitos morigerados contribuem para a liberação da amnésia após o decesso celular, facultando a identificação da realidade espiritual, bem como dos amigos que o aguardam além da fronteira física, para o conduzirem em júbilo de volta ao Grande Lar. 

 

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