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Mediunidade

Diversidade dos Carismas - Hermínio C. Miranda

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Atualizado: 05/12/19

272 - CAPÍTULO XXI
OS CARISMAS E A CARIDADE – PARTE 2
 
Houve quem sugerisse vender as peças com aquele fino acabamento às butiques e comprar, com o dinheiro obtido, material mais barato, em maior quantidade, mesmo em sacrifício da qualidade, a fim de atender a maior número de bebês, mesmo porque - o velho argumento de sempre - “gente pobre não repara; qualquer coisa serve”.

“Além do mais” - acrescentam - “Eles não sabem mesmo cuidar, logo, logo, isso estará mal lavado, encardido, manchado, estragado”.

Regina não se deixa convencer por esses 'argumentos'. Se as peças vão ser maltratadas, paciência. E os enxovais continuam a ser produzidos com capricho invariável.

Caberá à mãe manipulá-la como entender, mesmo porque não vamos dar um presente e ficar vigiando para ver como é que a pessoa vai cuidar dele ...

A intenção pode ser boa, mas as pessoas que pensam dessa maneira estão aparentemente mais preocupadas com a estatística. Estão mais atentas à quantidade do que à qualidade. Doutrinariamente, uma curiosa maneira de raciocinar. Suponhamos que, amanhã, uma dessas pessoas vá renascer em família paupérrima e precise de um enxovalzinho feito e doado por mãos caridosas.

Serve qualquer coisa, porque “pobre não repara?” Claro que serve; mesmo porque a pobreza é tão extrema, às vezes, que não dá sequer para recusar a mais mísera das oferendas. Mas é certo que um enxoval melhor costuma produzir curiosas situações, como veremos.

Regina obstinou-se na sua filosofia de trabalho. Preferia vestir bem dez crianças do que remediar ou mal vestir vinte. Quanto às outras dez, também há espaço para eles no seio imenso de Deus. Como dizem os chineses, é melhor acender uma vela do que ficar a maldizer a escuridão. O trabalho de Regina é a sua velinha acesa. Alguns acendem verdadeiros holofotes. Ótimo.

Outros, nem riscam fósforo. Paciência. Cada um sabe de si e dá conta de seus atos à lei maior.

Além do mais, se, cada pessoa que pode, resolvesse adotar uma criança, não haveria necessitados sobre a Terra.
O leitor talvez fique curioso de saber como é que surgem os bebês. Estranho como possa parecer, Regina sempre é 'avisada', através de suas faculdades.

A tarefa é conjugada com a do trabalho mediúnico, propriamente dito, ou seja, espíritos de que o grupo cuidou, em longos diálogos e apelos dramáticos, são encaminhados à reencarnação em situações difíceis e acabam atendidos pelos enxovais trabalhados pela própria médium que lhes serviu de veículo, quando estavam na condição de espíritos desencarnados.

Usualmente, Regina é levada em desdobramento a ver a criança a ser atendida e que está com o nascimento programado para daí a uma semana ou um mês. Quase sempre, ela sabe também se será uma menina ou um menino. Encontra-os em situação de penúria ou pobreza, sob as quais irão renascer. Toma-os nos braços, brinca com eles, lava-os e os veste. Só então volta ao corpo.

Dentro de uma semana, quinze dias ou, no máximo, um mês, recebe o pedido para um enxoval, vindo das mais inesperadas situações: encontros de rua, recomendação de uma pessoa que sabe do seu trabalho, pedido de um amigo ou amiga que sabe de um caso de mãe pobre.

Alguns desejam comprovar a necessidade e querem trazer as mães para as quais se destinam os enxovais, mas Regina prefere mandá-los. Ela acha que poderia ser um tanto constrangedor e humilhante para a mãe vir pessoalmente pedir um enxoval a uma pessoa totalmente estranha a ela.

Regina gosta, contudo, de receber-lhes a visita depois que a criança nasceu ... Muitas tem insistido em conhecê-la pessoalmente e vão lá com a criança, felizes, mesmo na dificuldade. Desejam que a “moça do enxoval” conheça-lhes o filho que, aliás, Regina já viu no plano espiritual.

Como costuma acontecer, é comum ser reconhecida, identificada pelos bebês que, com facilidade surpreendente, passam para os seus braços e lhe sorriem sem o menor sinal de estranheza. Ela acha que eles 'sabem'.

Quanto a mim tenho certeza, pois ocorreu-me um fato desses, no qual o espírito de que eu ajudara a cuidar, enquanto desencarnado, reconheceu-me e sorriu, logo após reencarnado. Quase que eu virei desencarnado na hora, sufocado pela emoção ...

Mas não são apenas as crianças que parecem reconhecer Regina, pois sempre que tem oportunidade de 'conferir', ela própria observa que o local exato que visitou, em desdobramento, quando o bebê se preparava para renascer, é o local onde vive a mãe.

Certa vez, 'cuidou' de quatro bebês, numa só noite. Tinha exatamente quatro enxovais prontos; logo a seguir, quatro foram pedidos, e nenhuma solicitação a mais ocorreu durante o resto do mês. Curiosas essas 'coincidências', não é mesmo?

Outra vez, nas proximidades do Natal, ela foi ver, em desdobramento, duas crianças. Na semana seguinte, chegou-lhe, 'por acaso', um pedido de um enxovalzinho. Foi atendido. Regina ficou à espera do outro.
Dois dias depois, a mesma pessoa que havia levado o primeiro, telefonou para solicitar-lhe mais um. Eram gêmeos e meninos.

Temos algumas experiências comoventes nesse trabalho. Achei que o leitor gostaria de conhecer algumas de suas historinhas. Uma tia minha, muito dinâmica e educadora nata, não podia ver ninguém na ociosidade, mesmo crianças pequenas. Arranjava-lhes logo um serviço qualquer.

E justificava, com sua inata sabedoria:
Para gente pequenininha, tem serviço pequenininho.O mesmo posso dizer das histórias, - gente miúda, historinhas miúdas ..., onde a dramaticidade e a emoção também ficam concentradas. Se uma ou outra lágrima, por acaso, escorrer dos seus olhos, leitor, não se envergonhe, pois não estará sozinho ...
 

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